sexta-feira, 24 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Vantagem 3001 dos Trasnportes Públicos: obrigam-me a respeitar horários.
Acordo às 7h porque o T. hoje saiu mais cedo e a Cookie estava a suplicar para vir ter connosco (ao mínimo sinal de movimento, ela mia como se estivesse a ser torturada). "Ah e tal, tenho tempo, vou ficar mais um bocadinho da cama". Espreito notícias, vejo blogues, miminhos da gata e "só mais um bocadinho". Depois os miminhos da gata passam a claros sinais de luta, passo-me com ela, borrifo-a, grito um "não" pela milésima vez. Arrasto-me para o banho, já obviamente atrasada. Saio do banho, passo-me com a gata que está empoleirada onde não pode estar. Tento vestir-me. Gata trepa-me pernas acima "que quer mais mimo" e consegue arranhão na dona número 200. Gata fora do quarto, arranjo-me à pressa, apanho um chocolate "porque não há tempo para mais". Café. Entro no carro arranco já imaginar a quantidade de tempo perdido no trânsito graças à preguiça e molenga. Carro avisa que tenho um pneu furado (não está furado, mas precisa de ser arranjado e perde o ar mais facilmente que os outros). Maravilha das maravilhas. Corro para as bombas. Fila para a bomba de ar. Senhor enche os pneus devagarinho, pega na mangueira da água, volta a pegar na do ar. Carro que está à minha frente na fila desiste. Óptimo. Senhor acaba de encher calmamente os restantes pneus, limpa calmamente as mãos, entra calmamente no carro. Saio do carro, ajusto a pressão do bendito pneu, volto à estrada. É claro que apanhei trânsito. É claro que lá fui eu muito de-va-ga-ri-nho um boa parte do percurso. É claro que quando pego no raio do telemóvel, enquanto conduzo a 10km/h tenho a polícia ao meu lado e levo com uma buzinadela e um aviso. Pelo menos arranjei estacionamento facilmente. E “só” cheguei meia hora depois do que queria. Bom dia.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Há dias em que me apetece andar para trás no tempo, pensar com calma, que há tempo para tudo, mesmo que saiba que desde que me lembre de ser gente que acho uma injustiça esta história dos dias com 24horas.
Há dias em que quero vir cá ao blogue escrever, escrever e escrever. Das viagens que fiz e das que quero fazer. Do Caminho de Santiago que tem todos os posts em stand-by. Da minha casa. Do vestido, do arroz, da música, das ofertas e das mil ideias que quero por em prática (e das outras mil que terão que ficar por terra). Das pessoas boas que tenho à volta. Do chocotelegram tão giro que recebi. Do trabalho de equipa. Do concerto da Marisa Monte do do Gabriel. Dos livros novos lá na estante. Das certezas e das incertezas. Do sono que tenho. Da gestão de prioridades. Dos lanches, dos jantares e das (poucas) experiências. Do workshop que fiz com a Mariana. Da vontade que tenho que “esta seja a última temporada de Anatomia de Grey” (que não será). De propostas de emprego queafinalaindaaparecem. Do mil arranhões da parvadaminhagata. Das saudades. Dos desafios e das mil certezas.
Há dias em que preciso de me sentar e parar. De fechar os olhos só um bocadinho. De parar de sonhar quevaicorrertudomaleaiJesusquesótenhoestaoportunidade. Outros em que só estou bem a “fazer”, a escrever os mails, fazer as contas, preparar as listas, apontar ideias e sei lá o que mais aparecer.
Há dias que dão mesmo para muitos dias.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Doces ou Salgados* #01 : Bolo de Maçã e Canela
Adoro maçã assada, canela e cozinhas com cheiros saborosos, e adoro bolos quentinhos. E o último domingo foi dia de conseguir isto tudo com um bolo de maçã e canela fácil e muuiiitto bom. A receita foi adaptada daqui.
Ingredientes: 3 maçãs
grandes, 3 ovos, 1 chávena de óleo mal cheia 1,5 chávenas de açúcar (se gostarem de bolos muito doces, podem por 2 chávenas), 2 chávenas de farinha com fermento (ou 1 colher de sopa de fermento adicional), 1 colher de sopa (cheia) de canela.
Mãos ao Doce (versão Bimby):
Colocar no copo uma das maçãs já decascada e picar na vel. 5 durante 10 seg. Juntar o açúcar e os ovos e bater 20 seg na vel. 4. Adicionar o óleo, a canela e a farinha e bater mais 30 seg na vel. 4.
Mãos ao Doce (versão tradicional): Ralar com a varinha mágica uma das maçãs já decascada. Juntar
o açúcar e os ovos e mexer bem. Adicionar o óleo, a canela
e a farinha e mexer até a massa estar uniforme.
Depois: Fatiar as restantes maçãs e preencher o fundo da forma untada e polvilhada (usei uma de bolo inglês de silicone que não precisa de ser untada) com uma camada da fatias finas sobrepostas. Verter massa até cobrir o fundo as maças do fundo. Voltar a fazer nova camada de maças fatiadas e voltar a cobrir. Repetir o processo até acabar a massa (a última camada deve ser de massa). Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 50min.
O bolo fica perfeito quando está morno (as maçãs assadas por dentro, e a massa cheia de canela são perfeitas assim).
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Hello strangers! :)
"Cara" nova e colorida (olá querida Primavera!) e uma presença no livro das caras (as traduções são tramadas, não são?). Sou só eu que adoro recomeços?
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Feira do Livro do Porto foi... cancelada.
Continuo sem perceber porque é que vejo tão poucas pessoas a ler.
Continuo a achar que "bicho raro" é quem acha um livro com mais de 100 páginas "grande". Um livro nunca é grande, pode no máximo ser pesado para andar na carteira. :)
Continuo a não entender pessoas que não ficam maravilhadas a entrar numa biblioteca, a olhar para uma estante cheia de potenciais sonhos.
Continuo a gostar muito das pessoas que devoram livros. Que têm vida dentro dos livros. Que choram e riem e se arrepiam enquanto leêm.
Continuo a achar um chá (ou um fino ou uma café...), um livro e momentos solitários um dos bons pequenos prazeres da vida.
Continuo a querer comprar livros infantis, só porque são sempre tão bonitos.
Continuo a acreditar e que seríamos muito melhores se abrissemos mais horizontes e... os livros são uma maneira bem barata de abrir horizontes.
E por isso não percebo. Não percebo porque os incentivos à leitura são sempre "a
menos". Porquê é que as bibliotecas estão muitas vezes mal recheadas (pelo
menos a que eu conheço está). Porquê é que as versões portuguesas dos livros
são muito mais caras que as versões noutras línguas (e não, claramente
não se trata de custos de tradução). Este ano há mais uma na lista: não haverá Feira do Livro no Porto. Uau.
Cookie*
Eu sou dog lover assumidíssima. Porque os cães são os melhores companheiros, porque olham para nós com aquele ar de "és a pessoa mais espectacular que eu conheço", por ficam sempre tão felizes, porque são desastrados e amorosos e... :)
O problema é que cães + pessoas-que-nunca-estão-em-casa + apartamento = impossível. Mesmo tendo varanda e até tendo algum espaço acho uma crueldade deixar um cão sozinho 12h/dia. E depois requerem tempo. É preciso ir passear, é preciso treinar, é preciso ralhar vezes e vezes sem conta. E já algum tempo que dizia que "um dia podiamos ter um gato em casa".
E assim foi, o T., mais maluco que eu por coisas de 4 patas, pôs mãos à obra e no Sábado, disfarçada de prenda de anos, chegou lá a casa uma gatinha pequenina. E eu virei dog-and-cat lover que isto do coração é coisa que tem espaço que nunca mais acaba.
So, ladies and gentlemen, meet Cookie (ou bolachinha, ou estriquini, ou pequenota, ou...) , o novo membro da família.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Transportes Públicos - Eu gosto!
Houve um tempo em que dava tudo para não andar de transportes públicos. O carro era mais rápido, mais simples, mais eficaz, o gasóleo custava metade do preço actual (e eu tenho carta há menos de 10 anos), o meu pai tratava da parte da manutenção do carro e os horários que fazia eram sempre fora das horas de ponta (oh, vida de universitária, que saudades). Nessa altura nem sequer tinha que fazer a viagem todos os dias e, quando fazia, o percurso não demorava mais de 30 minutos.
Quando comecei a trabalhar a minha visão sobre o
assunto começou a mudar. Fiz diariamente e durante mais de três
anos cerca de 120km/dia. É verdade que na maior parte do tempo o
carro era partilhado e não tinha que ser eu a conduzir mas...
cansei-me do carro. Juntemos-lhe as portagens nas ex-SCUT, o gasóleo
cada vez mais caros e a manutenção do carro começar a sair do meu
bolso e a minha aversão cresceu.
Sempre disse que assim que arranjasse trabalho no
Porto experimentava voltar aos transportes públicos. Um mês depois, a
experiência vai bem e recomenda-se. E nem vou falar das vantagens
ecológicas ou financeiras, vou falar do fator “tempo para não
pensar em grande coisa”. :) Tempo para ler, para ver blogues, para
espreitar facebook e companhia, para observar as pessoas ou... só
para fechar os olhos e deixar-me dormitar. Tempo para conhecer as
pessoas com as mesmas rotinas que eu e para encontrar amigos no
metro. Tempo para me divertir com as personagens que aparecem como a
senhora que está apta a participar neste concurso
ou o parvo do puto que conta ao amigo que os pais não o entendem e
não lhe pagam casa no Porto como ele “precisa” (e que admite que
nos primeiros dois anos viveu no Porto e só fez 3 cadeiras).
Talvez não ganhe tempo mas ganho momentos. Demoro cerca de uma hora a chegar cá,
se viesse de carro precisava de, no máximo meia hora. Isto claro, em
condições ideais (leia-se sem trânsito a entrar ou a sair). Por
outro lado, esse tempo desperdiçado (e desesperante,
em caso de problemas transito). Só estou dependente dos meus
horários, encontro muitas vezes companhia e estou à disposição de
boleias de última hora “não queres vir embora comigo hoje? Vou
para os teus lados!”, ah pois claro que vou!
E sim, isto não é um perfeito mar de rosas, óbvio. Nem tudo
funciona sempre como devia. Na segunda-feira passada avariou um comboio na
linha e parece que ninguém se lembrou de avisar as centenas de
pessoas sobre o que se estava a passar. A informação sobre o
horário previsto dos comboios atrasados sofria incrementos de 5
minutos a cada... 5 minutos. E isto demorou horas. Estimativas
realistas, avisos nos painéis eletrónicos, via audio da estação e no site da CP são
medidas relativamente simples. E ainda nem sequer tive que enfrentar dias de greve... Depois há ainda os problemas regulares: os comboios não têm a
distribuição de horários ideal, as pessoas não sabem andar de
autocarro (a sério gente, a porta não foge, ficarem 5 paragens
encostados à porta só atrapalha todos os que têm que sair), as
filas ainda são pouco respeitadas e há muita gente que vai “a
namorar” aos pares nas escadas rolantes. Mesmo assim, as melhorias
são mais do que evidentes se comparar com o meu primeiro de
faculdade (e há muito mais gente a usar transporter públicos.
Próximo objectivo em dias bonitos: largar o autocarro (faço neste momento carro - comboio - metro autocarro) e passar a fazer 15 minutos de caminhada até à estação de metro.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Olá 27.
Comprei um vestido preto. Ganhei uma gata. Recebi um mar de gente em casa. Tenho bilhetes para a Marisa Monte e para a Maria Rita e a estante um bocadinho mais cheia. Recebi uma prenda via skype que so chega "lá para o final do mês". Embonequei-me e desembonequei-me. Dancei. Fiz bolos e quiches e coisas que tais, ficou tudo "tão bom" e não queimei nada (só um dedo). Falei com todos os amigos de longe e recebi dezenas de mensagens. Tenho peças de 4 em linha espalhadas pela casa e recebi os melhores abraços "pequeninos". A minha entrada está exactamente como eu queria (eu tenho "uma coisa" pelas entradas das casas) e os dias cheiram finalmente a primavera. Tenho a casa cheia de bolos e flores. Tirei bem menos fotografias do que gostava. Acabei a noite aninhada no sofá, a saltar entre o Regresso ao Futuro e o Destruír Depois de Ler.
Sejam bem-vindos 27, começam muito bem.
Comprei um vestido preto. Ganhei uma gata. Recebi um mar de gente em casa. Tenho bilhetes para a Marisa Monte e para a Maria Rita e a estante um bocadinho mais cheia. Recebi uma prenda via skype que so chega "lá para o final do mês". Embonequei-me e desembonequei-me. Dancei. Fiz bolos e quiches e coisas que tais, ficou tudo "tão bom" e não queimei nada (só um dedo). Falei com todos os amigos de longe e recebi dezenas de mensagens. Tenho peças de 4 em linha espalhadas pela casa e recebi os melhores abraços "pequeninos". A minha entrada está exactamente como eu queria (eu tenho "uma coisa" pelas entradas das casas) e os dias cheiram finalmente a primavera. Tenho a casa cheia de bolos e flores. Tirei bem menos fotografias do que gostava. Acabei a noite aninhada no sofá, a saltar entre o Regresso ao Futuro e o Destruír Depois de Ler.
Sejam bem-vindos 27, começam muito bem.
