quarta-feira, 9 de julho de 2014

Saltos Altos Vermelhos (sabrinas para mim!)

Saltos Altos Vermelhos (sabrinas para mim!)



Não me lembro há quanto tempo sigo a SAV, sei que... já lá vão mais de 5 anos. Não sei se fiquei por a sentir uma mulher do Norte, se pelas ideias loucas ou por ser sempre tão genuína. Gosto dela quase sem explicação. Sei que temos gostos e ideias diferentes e ainda bem. Gosto muito de ler as perspectivas, de ver as roupas, de partilhar as indignações! :)

Enchi-me de orgulho quando apareceu a oportunidade de ser eu (eu!!!) a pensar numa cara fresquinha para o Saltos Altos Vermelhos. Os sapatos teriam que ficar, pois claro! E precisávamos de pensar numa coisa simples sem perder a identidade forte do blogue. Ela foi aparecendo e com ela um novo logo para o blogue blogue.

O Saltos Altos Vermelhos chegou aos dois milhões de visita já com a imagem nova e deixou-me com um sorriso parvo nos lábios.

Bom dia!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Mexo e Remexo

Mexo e Remexo

Passo muitas horas da semana a pensar no que vou fazer no fim de semana. Passo algumas horas do fim de semana a pensar no que tenho que fazer durante a semana e... raios. Estou sempre ao contrário! :)
Com tudo isto, continuo a não conseguir encaixar o tempo suficiente para o blogue mas... aqui e acolá há sempre coisas novas prontas a aparecer com um dedinho meu (gosto tanto!!). No Domingo, decidi que era tempo de ter um logo bonito. "Adotei" uma coruja, escolhi uma palete de cores que cheiro a Verão e... aqui está ele. :) Prometo, prometo, prometo (!) novidades em breve.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Pontos soltos (e contagens).

Pontos soltos (e contagens).


Adormecer ao som da chuva não me parece uma má opção para o fim de semana. Uma ou duas noites.

O meu explicando passou de ano e prometo-lhe(-me) que para o próximo ano acabam estes sufocos. 

O T. está quase de férias  e eu... com o peito cheio de orgulho neste meu maridão.

Um mês para todas as avaliações saírem.

Um mês para o inicio da Viagem Medieval.

6 semanas para as minhas férias "grandes", 12 para as "pequenas".

Há um blogue que espero que "vá para o andar" ainda em Junho. Certo V?

"Só mais um bocadinho", "só falta um bocadinho" e... entro em agosto com 100% de objectivos cumpridos. Ohhhh yeah! :)

O Verão anda escondido mas... é sexta-feira!

Para o fim de semana... uma, duas, três boas ideias.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Amarante

Amarante

Entre a nossa vida corrida (oh férias, que tanto vos sonho!), precisamos de tirar uns dias (um dia!), afinal tinhamos um ano muito bom para ser festejado e não podiamos falhar. E se não havia condições para ir para longe, o que não faltam são lugares perto para descobrir. :) Optamos por uma voltinha por Amarante, para descansar, para espairecer e para conhecer o centro histórico de uma cidade onde nunca tínhamos estado.


Amarante tem um centro muito bonito e bem conservado. Em cada esquina há uma igreja, uma praceta amorosa, uma vista para o rio ou uma referência a um dos "nomes" da Terra (Agostina, Amadeo Souza-Cardoso e Teixeira de Pascoaes são os mais destacados).


Não houve tempo para entrar no Museu Municipal nem barriga para uma das muitas tasquinhas convidativas da rua comercial (Calçada do Calvário). Espreitamos a igreja de São Gonçalo (com fama de casamenteiro) e caminhamos um bom bocado. 


Voltamos ainda cedo, com vontade de voltar (nem que seja pelos petiscos e doces conventuais!). E se possível... um(s) quilos de cerejas boas como as que vieram connosco desta vez.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Bom dia!

Bom dia!

Hoje, uma sexta-feira cheia de trabalho e expectativas, dou por mim distraída a imaginar-me por aí. 
Onde quero ir, onde quero voltar. Acho que... gostava de voltar a quase todos os sítios onde já fui. Cá dentro, lá fora. Sítio confusos ou calmos. Com frio ou com calor. Quero ver pessoas, quero correr ruas, quero ouvir outros sotaques ou línguas. 
Gostava de tanto de estar agora num mercado em Istambul ou em Londres. De voltar a subir à Torre Eiffel, de ver Praga coberta de neve, de me intrigar com Budapeste e com Barcelona. Gostava de voltar a ouvir o sotaque maravilhoso do Nordeste brasileiro, ver o verde da Escócia, entrar num pub irlandês. Mas também pode ser por cá! Sentir a areia fininha do Algarve, provar um petisco alentejano ou sentir a paz de Bragança.
Quero mesmo voltar a entrar num carro/autocarro/avião ou até posso ir a pé! Por enquanto... fico por aqui a sonhar'. :)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Assim.

Ainda que me permita sonhar, olhando para trás concluo que pouco do que idealizei se concretizou. Enquanto estudante, talvez, imaginava que após o término da licenciatura e consequente mestrado iria lutar por um emprego estável no qual me iria manter largos anos com uma remuneração adequada. Com o fluir normal da idade, das experiências, dos novos conhecimentos, já com um pé de meia que bastasse, daria o passo da compra da minha primeira casa, do meu primeiro carro. Entrava, assim, meio em devaneio. Como se a vida fosse assim, tão literal, tão preto no branco, tão fácil e tão assente em regras impostas. Como se, na verdade, tudo obedecesse a uma lei em torno do que é material, como se fossem necessárias coisas, objectos, para preencher vazios. Percebi então que há planos que podem ser traçados, pelos quais se pode e deve lutar, outros, pelo contrário, não obedecem a uma ordem ou boa vontade. Percebi que um emprego estável, ainda que obrigatório, é difícil de alcançar e que, após tantas experiências, desempenhar funções em algo que se gosta verdadeiramente é uma dádiva pela qual agradeço. Percebi que a paciência é rainha em cena e que o mérito, ainda que árduo de definir, ainda pode ser recompensado. Afinal, a moradia com a qual sonhei é facilmente substituível por um apartamento T3 nos arredores da cidade. Entendi que até o mais pequeno cantinho se pode transformar em palácio com bom gosto e pormenores que fazem a diferença. Já o carro que se encontra estacionado na garagem, com trabalho árduo é uma bênção e com certeza que os futuros filhos não necessitam de se pavonear num topo de gama. Apercebo-me, com o passar do tempo, que ainda que tenha vontade de comprar mil e um trapos contidos nas colecções da estação, ainda que me morda para adquirir mais livros para decorar as estantes, ainda assim, constato que tudo isto que consegui atingir, ainda que um pouco ao lado dos sonhos cor-de-rosa de outrora, é demasiado efémero comparado com o amor que tenho ao meu lado. Mesmo contendo uma vontade inimaginável de conhecer mais o mundo, de manter acessos certos luxos que pesam no orçamento mensal, sou capaz de respirar fundo e sorrir. A uns meros anos dos trinta, considero-me uma afortunada: consigo visualizar um futuro. E isto, só por si, é mais do que suficiente. Revelo-me uma pessoa simples, nada mais.

Sim, permito-me sonhar. Agora a dois.
palavras  da Ana, que podiam ser minhas (se eu soubesse escrever assim).

quarta-feira, 11 de junho de 2014

1 ano depois*

1 ano depois*

Vera e T., 
Um dia contaram-me que o Amor não se vê bem com os olhos, que não cabe num só coração e que é muito melhor quando partilhado. E eu... eu não sabia se era mesmo assim. Eu sei que o amor é um beijinho, um abraço e um sorriso mas não percebia porque é que é tão melhor se o dermos a alguém.

Sabes? Eu acho que o que te disseram é mesmo verdade. Olha para toda esta gente que veio até aqui para festejar o Amor! Estão todos aqui porque gostam da Vera e do T., porque querem partilhar este dia com eles, porque querem muito que sejam sempre felizes. 

Vocês descobriram o que me contaram! Encontraram o amor nas coisas pequeninas e fizeram- no crescer. Com paciência, com carinho, com dedicação. Perceberam que o amor está em tudo onde o quisermos encaixar. Está no caminho que percorrem, está nos sonhos que partilham, nas roupas que escolhemos para tornarmos esta festa ainda mais bonita, está nas alianças que partilham, nas fotografias que contam a vossa história, nos sorrisos cúmplices, no caminho percorrido, aqui. 

Vera e T., há ainda muita coisa que nós não sabemos, mas sabemos o que é o Amor. Queremos que o tratem com carinho, que o alimentem e que continuem a fazê-lo crescer todos os dias. Queremos que ele viva na vossa casa, que seja da cor que mais gostarem e que vos faça felizes, para sempre.

9.Jun.2013

*(e 2 dias!)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

10 Planos para o Verão

10 Planos para o Verão
 Imagem via Etsy - Evelyn Henson


O céu está azul, voltei às sapatilhas de pano e sinto o cheirinho do Verão (vamos ignorar as previsões de chuva a curto prazo ok?). Não interessa a lista interminável de coisas que tenho para fazer até Junho. Interessa pensar com o Verão, com sardinhas e pimentos assados, dias enormes, coca-colas geladas e pés na areia.

Enquanto não posso pôr as coisas em prática, sonho facilmente com coisas para fazer nos próximos tempos:

1. Descansar. Namorar. Descansar. Namorar. Descansar. Namorar. Descansar. Falta pouco mais de um mês para o fim das aulas do T. Pouco mais de 2 semanas para as férias do meu explicando. Uma semana para o meu exame de inglês. Ufa. :)

2. Adormecer na praia. Descer a rua, estender a toalha, fechar os olhos. Ouvir as vozes ao perto e o barulho do mar ao longe. Adoro estar na praia sozinha assim.

3. Ler. 5 livros antes de Outubro. No Verão, baixo o ritmo subo o tempo livre. Há mais de um mês que não leio nada que não esteja relacionado com trabalho e  a estante a gritar por atenção. E... nem sequer é uma meta surreal. :)

4. Limonada. Groselha. Gelados de Fruta.

5. Encher paredes. Tenho os discos cheios de fotografias, uma pasta cheia de ilustrações que gostava de imprimir e algumas coisas já prontas a emoldura. Quero mais côr naquelas minhas paredes brancas.

6. Refeições ao Ar Livre. É tão bom, tão fácil e tão simples.

7. Caminhadas, corridas e sei lá o que mais. Chega de desculpas de frio e calor.

8. Fotografar TODOS os dias. Filmar alguns. O desafio #100happydays ficou meio adormecido e precisa de ser acordado. Além disso, não há dias mais bonitos e cheio de luz que os de Verão por isso, há que por mãos à obra. E se possível no final, conseguir ter ainda um mini filme das férias... perfeito! :)

9. Pintar a mesa da sala. Ainda não sei é como.

10. Montar os dois puzzles "estranhos" que lá tenho em casa (prometo que depois mostro). :)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

"and your eyes sparkling"

"and your eyes sparkling"

Eu posso queixar-me, espernear e reclamar que as horas estão sempre em falta.E  depois, recebo um email muito querido, o meu explicando-cheio-de-negativas recebe numa nota acima de 70%, vejo-me quase a conseguir fazer a ponte e a espargata pela primeira vez na vida, ouço as palmas e o "bom trabalho" e percebo que não, eu nunca vou (nem quero) acalmar. :)
Se alguém quiser espreitar, reportagem do teatro de Maio aqui e do festival (com o nosso miniminimi workshop) aqui.

Booooom fim de semana! :)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Dizer Sim #02: O Vestido e Companhia

Dizer Sim #02: O Vestido e Companhia

Eu sabia que não queria uns sapatos brancos. Eu sabia que queria um ramo diferente. Eu sabia que queria unhas coloridas e brincos minimamente compridos. Eu sabia que queria o cabelo solto. E que nem me falassem em véu. Agora... o vestido? Eu não fazia ideia como raio é que queria O vestido.

Ou melhor... até fazia: eu queria um vestido comprido, de princesa, bonito, não muito caro e branco. Na verdade queria que o vestido custasse menos que um fim de semana em Barcelona (ajudou muito converter preços em viagens para... não cair em tentações). Não queria um vestido que fosse muito trabalhado porque eu queria poder exagerar nos acessórios. E pronto. Requisitos completos.


E depois... há o problema da escolha. Há lojas de vestidos online, há vestidos em segunda mão,lojas com centenas de vestidos, há lojas exclusivas a marca ou designer... Pus de parte a compra online por falta de coragem. Tenho uma amiga que comprou um vestido LINDO e perfeito aqui mas eu não tive coração (nem corpo) para arriscar. Experimentei uns vestidos aqui e acolá e fui gostando de uns e odiando outros. Um dia decidi que não passava daquele dia a escolha do vestido. Peguei na mãe, na amiga e na irmã (ajuda muito!), Porto acima, Porto abaixo, experimentei vestidos caros, baratos, curtos, compridos, de vários estilos e até... cores. Não chegamos a ver todas as lojas possíveis sequer. Acabei por encontrar dois preferidos: um curto e um comprido! Mantendo o plano original e sem uma lotaria no bolso, escolhi o comprido (pedi para lhe retirarem toda a cauda) e o assunto ficou arrumado.

Depois foi só ir escolhendo o resto. Os sapatos foram escolhidos e feitos à medida numa sapataria perto de casa. Escolhi o modelo e o material (primeiro queria-os forrados em tons de menta mas acabei por me decidir por sapatinhos de verniz).  Arranjei uma sabrinas confortáveis da mesma côr, uma flôr para o cabelo e uns brincos todos pipis (a ideia original era filigrana portuguesa, mas não encontrei o que tinha imaginado). Como o São Pedro não não ajudou, ainda tive que improvisar uma espécie de casaco  e até um guarda-chuva (eu tinha que pensar em tudo :)).


Quanto à ideia do vestido curtinho... viva os amigos, e as preciosas mãos de costureira de uma mãe que fizeram um vestido curtinho de boneca (que eu queria para dançar). "Mas tu vais gostar tanto do teu grande que não o vais querer tirar". "Ok, eu tiro-o para dançar e depois volto a vestir o comprido". Pois claro, depois de mais de 10h com um vestido comprido, branco, num dia húmido, muito pisado (e muito sujo), o vestido curto e leve caiu que nem uma luva e não saiu mais. Podia não ficar tão perfeito como o outro mas isso ninguém lá estava para reparar. Confortável, prático e fofinho, para dançar muito, muito tempo :)
 
Se me perguntarem se apareceram estrelinhas e o relógio parou quando decidi o vestido? Não. Não apareceram. Adorei o meu vestido, mas sei que não era o único perfeito e que estaria igualmente brilhante e bem com outros que vi (!). Se o voltaria a escolher? Provavelmente sim. Estava dentro do orçamento, ficava bem, e era muito confortável (são muitas horas com ele vestido, isto é importante!). O brilho da noiva (e eu senti-me um sol!) :) está no conjunto completo: vestido, acessórios, cabelo maquiagem e aquele sorriso de quem está incrivelmente feliz.

E Custos? Ora bem... dado o peso do vestido neste orçamento, é sempre ele que vai ditar os valores grandes. No meu caso, o total: vestido comprido (St Patrick) + casaquinho (St Patrick) + flor (H&M) + brincos (Accessorize) +  2 pares de sapatos (loja local e Colors Of California) + cabelo (incluíndo prova), ficou por cerca de 1100€. A langerie, a maquiagem e o  vestido curto foram ofertas e ficaram a cargo de amigos . O saiote do vestido foi emprestado.

Importante: Há duas coisas que condicionam esta escolha: o orçamento e os gostos da noiva. Para o primeiro problema: a solução é procurar e arriscar. Das mil opções disponíveis algum será a perfeita. Quanto ao modelo, independentemente da escolha (e das mil opiniões!) é preciso escolher um vestido com o qual nos identifiquemos, que seja confortável e nos faça sentir bem. Se possível, que não vos faça passar fome para o pagar (!). Experimentem vários modelos, mesmo aqueles que à partida já poderiam estar de parte e percebam em quais se sentem mesmo bem. Apostem nos detalhes que vos tornam únicas. Não façam da escolha um drama! O vestido é só mais um detalhe. Do resto apostem em coisas que vos façam sentir vocês. Mesmo que sejam sapatos coloridos, ramos com catos ou sabrinas rasas (não liguem se vos dizem que isso não é de noiva"!).

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