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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

5 livros para bebés de 1 ano

5 livros para bebés de 1 ano
E por falar ter livros à disposição para despertar o interesse, cá estão 5 das últimas aquisições lá para casa.

O Geraldo é uma girafa desengonçada que, todos os anos teme a chegada do baile da selva. Um dia descobre que afinal... estava apenas a dançar a música errada! Não existe em português a versão em capa dura, por isso comprei a versão inglesa.

Num domingo de manhã nasce uma pequena dentro do ovo saiu uma lagartinha magra e esfomeada. Acompanhamos a saga da pequena comilona ao longo da semana até se transformar... numa bela borboleta. As ilustrações são muito giras e, na versão cartonada em inglês, há buraquinhos na comida e páginas engraçadas para mais interacção.


Livro da colecção toca e sente. Cada animal tem uma textura engraçada para ser explorado. As imagens são muito fofinhas e todos os animais são possíveis de imitar pelo mais aluados dos pais (cof cof)
 

Animais!
Na verdade... este ainda não chegou lá a casa, está a caminho. :) Nove pequenos livrinhos com animais. É desta que ponho o miudo queitinho num sítio a brincar com a mesma coisa mais de 10 minutos. Ou...a  começar a falar. Ou... nenhuma das duas! ;)


Este é tão, mas tão giro! Acho que ainda não há em edição portuguesa, mas todo o livro está cheio de surpresas que...não precisam de tradução! Em cada página há uma janelinha que esconde sempre alguma coisa. Ainda não consigo deixar o Duarte brincar brincar sozinho pela sobrevivência do livro mas assim que começar a resultar, continuamos a colecção peekaboo! :)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Um bom livro, um bom café*: Por Favor, Não Matem a Cotovia

Um bom livro, um bom café*: Por Favor, Não Matem a Cotovia

Pensava que este livro ia ser chato. Não interessa quanto tenha ouvido falar bem dele ou em quantas listas de obrigatórios apareça. Quando decidi começar a ler o "Não Matem a Cotovia", foi por simples curiosidade.

Os primeiros capítulos são, efectivamente um bocadinho difíceis mas depois de entrarmos na história, o  livro revela-se... maravilhoso. As personagens são tão boas que sinto que até eu vivi uns dias naquela aldeia no Alabama. O racismo, as mudanças e a vida vistas pelos olhos de uma criança que vai crescendo com a história. E Atticus, o pai é...  a minha personagem preferida de sempre (e eu sou péssima a escolher "preferidos"!).

Uma das histórias mais bonitas que já li e um daqueles livros que todos deviamos ler! 


*que é como quem diz "este blogue recomenda..." 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Feira do Livro do Porto foi... cancelada.

Continuo sem perceber porque é que vejo tão poucas pessoas a ler. 

Continuo a achar que "bicho raro" é quem acha um livro com mais de 100 páginas "grande". Um livro nunca é grande, pode no máximo ser pesado para andar na carteira. :)

Continuo a não entender pessoas que não ficam maravilhadas a entrar numa biblioteca, a olhar para uma estante cheia de potenciais sonhos. 

Continuo a gostar muito das pessoas que devoram livros. Que têm vida dentro dos livros. Que choram e riem e se arrepiam enquanto leêm. 

Continuo a achar um chá (ou um fino ou uma café...), um livro e momentos solitários um dos bons pequenos prazeres da vida.

Continuo a querer comprar livros infantis, só porque são sempre tão bonitos.

Continuo a acreditar e que seríamos muito melhores se abrissemos mais horizontes e... os livros são uma maneira bem barata de abrir horizontes.

E por isso não percebo. Não percebo porque os incentivos à leitura são sempre "a menos". Porquê é que as bibliotecas estão muitas vezes mal recheadas (pelo menos a que eu conheço está). Porquê é que as versões portuguesas dos livros são muito mais caras que as versões noutras línguas (e não, claramente não se trata de custos de tradução). Este ano há mais uma na lista: não haverá Feira do Livro no Porto. Uau.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O Inverno do Mundo

Acabei de ler O Inverno do Mundo. Épico. :) Acho que gostei ainda mais que d'A Queda dos Gigantes. Por várias vezes (leia-se "quase sempre", desde que o comecei), apetecia-me fugir, desligar-me do mundo e lê-lo de enfiada. Sonhei várias vezes com coisas relacionadas com a história, cheguei a sonhar que o Follett tinha morrido e não acabava a trilogia (à moda do Stieg Larsson). Aprendi muito. As descrições do regime soviético, do fachismo espanhol, das transformações da da Alemanha e do mundo (a acção passa-se entre de 1933 e 1949), da espionagem são incriveis e arrepiantes. Adoro a ideia de continuidade, de já conhecer algumas famílias (agora os pais dos protagonistas). Adoro a escrita leve e directa. Adoro a forma como somos levados a ver a História de várias prespectivas. 

Venha o próximo (estimado algures para 2014).

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Obrigado Saramago. Continuamos a ler-te.

Obrigado Saramago. Continuamos a ler-te.
“Escrevo para desassossegar, não quero leitores conformados, passivos, resignados”, disse José Saramago pelos cantos do mundo. (...)  Não somos massa, nem um número, nem uma estatística, e muito menos um rebanho dirigido. Somos homens e mulheres capazes das maiores proezas, incluindo a de sorrir em tempos sombrios, porque decidimos que ninguém nos gela o sangue nem nos corta a respiração.

A primeira coisa que vi do Saramago foi o filme José e Pilar. Antes disso achava-o inacessível, arrogante e nem sequer consegui justificar esse sentimento. Quando vi o filme/documentário, perdi muitos dos pressupostos não fundamentados, que eu tinha. Gostei tanto de o ver. Gostei daquele Saramago, daquela relação, daquela força de viver. É tão "simplesmente bonito". Comprei o Caim. Depois o Pequenas Memórias. São livros fáceis. Anda a apetecer-me mais um. Este fim de semana a Leya está com 50% de desconto e eu já tenho 2 livros a caminho.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

La vida no es la que uno vivió, sino la que uno recuerda y cómo la recuerda para contarla. *

"A vida, sabemos, é farta de injustiças. A vida não sabe nada de si. É cheia de inuendos. De curvas apertadas. De silêncios incómodos. O pior destes silêncios talvez seja o da memória. A memória de Gabriel García Marquez calou-se. Sem respeito por nós, leitores. Sem respeito por Gabriel García Marquez que, ironicamente, escrevia a sua autobiografia no momento em que a sua memória escolheu o silêncio. E é assim que, mais uma vez, a vida nos mostra o quão impotentes e pequenos somos. García Marquez viveu e vive, mas já não poderá contá-la. Perdemos nós, egoístas, ávidos de beber as suas palavras, colocadas maravilhosamente umas à frente das outras. Perde García Marquez, que não se recordará, daqui para a frente, o quanto ficará guardado na memória do mundo."
*Gabriel Garcia Marquez

sexta-feira, 15 de junho de 2012

164.366

164.366

Namora uma rapariga que lê.
Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.

Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.

Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.

Oferece-lhe outra chávena de café com leite.

Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.

Ela tem de arriscar, de alguma maneira.

Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.

Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.

Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.

Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.

Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.

Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.

Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.

Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow.
Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril, aqui.
Encontrado do blogue da Sophia Baunilha, e já publicado anteriormente por mim no Sexto Sentido.
Livros da imagem: novas aquisições Feira do Livro do Porto 2012.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Queda dos Gigantes

A Queda dos Gigantes

“Mam kissed Ethel and said: “I'm glad to see you settled at last, anyway,” That word ANYWAY carried a lot of baggage, Ethel thought. It meant: “Congratulations, even though you're a fallen woman, and you've got an illegitmate child whose father no one knows, and you're marrying a Jew, and living in London, which is the same as Sodom and Gomorrah.” But Ethel accepted Mam's qualified blessing and vowed never to say such things to her own child.”  

Ainda não tinha pegado nele porque era muito grande (mais de 900 páginas!) e parecia-me muito pesado para andar com ele para trás e para a frente. Quase meio ano depois de o ver a esperar por mim, lá me decidi a pegar nele para ir lendo por casa. Qual quê. Que vício! Este calhamaço, andou comigo de carro e de comboio, de casa em casa, do Porto a Aveiro.

A história começa em 1911 e acaba em 1925, dá um grande destaque para a Primeira Grande Guerra (pré, durante e pós), mas passa também pela Revolução Russa e pelas lutas pelo movimento sufragista feminino. Cobre 5 perspectivas: o povo galês, a nobreza inglesa, a nobreza alemã, o povo russo e os americanos. As personagens são fortes, estão bem ligadas e justificadas. Não há finais perfeitos, não se perde tempo em descrições de sentimentos muito cor-de-rosinha. Sabemos o que as personagens sentem ser necessidade de o ler. Uma vez mais, o sr. Follett (avé!) puxou-me para a história e fez-me viver aquela época, conhecer aquelas pessoas, ter medo, esperança, raiva, repulsa. Fez-me sorrir, abanar a cabeça e chorar. 

E ainda nem o tinha acabado e já andava a procurar quando sairia o próximo da trilogia (que cobrirá a maior parte do século XX). Está prevista para Setembro deste ano, e chamar-se-á (em caso de tradução literal!) "O Inverno do Mundo". Cá o espero.
 

terça-feira, 12 de junho de 2012

The Power of Books

The Power of Books

Que faz todo o sentido hoje, agora que estou (quase) a caminho da Feira do Livro!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

What are you reading?

What are you reading?

14. You're reading - Ando sempre com um livro atrás de mim (para malefício dos "cantos" do mesmo). Mesmo que o dia acabe e eu nem sequer tenha tido tempo de lhe tocar (nunca se sabe quando vou ficar presa, sozinha, dentro do elevador...). :)  O Mr Ripley já anda comigo há demasiado tempo. Tenho-o deixado de lado em prol do Dexter, do Hank e outros que tais. Havemos de nos reconciliar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Chioccolato. Pensieri, parole e idee golose

Chioccolato. Pensieri, parole e idee golose
Ontem, "directamente de Milão", chegou uma prenda para mim. Simples e perfeita. :) Obrigada!

Ieri, "direttamente da Milano", è venuto un regalo per me. Semplice e perfetto. :) Grazie!
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