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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ainda da sustentabilidade

Penso muitas vezes no legado que estamos a deixar aos nossos filhos. Não sei se por causa do Duarte ter nascido ou uma consequência natural do que acontece. Assusta-me a enormidade de espécies extintas ou criticamente em perigo, o número crescente de problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida, o clima estranho que estamos a ajudar a provocar.

A verdade é que, passando da teoria à prática, nem sempre consigo integrar rotinas sustentáveis no caos do dia-a-dia. Aparentemente, dado o meu estilo de vida, a partir do dia 26 de Abril já estou a usar créditos de planeta. Se toda a gente vivesse como eu/nós... seriam necessários 3 planetas!
Estive a pensar no que estamos a fazer bem e onde há espaço para melhorar.
Lá por casa as compras estão a tornar-se mais conscientes. Dentro do razoável, temos tentado comprar com qualidade, o que é substituído, se estiver em condições é sempre reaproveitado (guardado, dado, vendido, emprestado, arranjado...). A casa tem um bom isolamento e tenho reparado que quase metade da nossa energia vem de fontes renováveis (está descrito na fatura, zero mérito nosso). Tenho tentado estar atenta à origem dos produtos e temos comprado menos. Tenho feito iogurtes em casa, evitado comprar pacotes de bolachas que vêm com mini pacotinhos e até feito pão em casa. Voltamos aos transportes públicos do dia-a-dia e sempre que possível andamos a pé.
Há obviamente coisas que não faz sentido mudar. Não posso deixar de usar o carro alguns km por dia, não quero deixar de comprar livros ou deixar de tornar a minha casa mais bonita (mesmo que isso implique mais coisas). Não vou deixar de comprar t-shirts baratas de origem duvidosa para o meu filho que suja roupa a velocidades super-sónicas. Há muito mais para fazer... Assim de repente, lembro-me de 4!
  • Temos sido incrivelmente preguiçosos com a reciclagem. Fazemos alguma reciclagem, mas os recipientes para reciclar estão pouco "à mão". Não faz sentido, é preciso arranjar uma forma de simplificar o processo.
  • Tenho a sorte de ter uma mãe (e não só) que tem fruta, legumes, carne, ovos de produção própria. Muitas vezes, por pura desorganização compro produtos frescos embalados em vez de usar os da casa. 
  • Lá em casa além de um frigorífico combinado temos uma arca-congeladora. O problema é que a arca está nos arrumos e fruto de muitos meses de horários alucinados, é frequente não nos lembrarmos de usar as coisas que lá temos (ao ponto de estragar comida). Temos que arranjar forma de ter o conteúdo congelado mais "à mão". 
  • Com as eleições à porta seria interessante espreitar se a sustentabilidade nas cidades faz parte de algum dos planos eleitorais. Se bem que nem tenha muito bem a noção do que há a melhorar a um custo "praticável" para as minhas bandas gostava de perceber...
É só uma agulha pequenina. Mas é preciso começar. :) 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Estão esgotados os recursos naturais do planeta para 2017

Dizem as estatisticas que hoje, 2 de agosto, estão esgotados os recursos naturais do planeta para 2017 (isto é, o limite do uso sustentável). Há quase 50 anos que gastamos mais planeta do que devemos e este dia "limite" tem chagado cada vez mais cedo. Se dependesse apenas de Portugal, este dia chegaria ainda mais cedo.

A proposta da Zero aposta numa economia circular, com aposta na reutilização e redução (ter menos mas de melhor qualidade), na redução do consumo de proteína animal e na promoção da mobilidade sustentável. Fiquei a pensar no que posso estar afazer mal e bem.

Lá por casa já usamos transportes públicos na grande maior parte do ano, andamos maioritariamente a pé ao fim de semana e fazemos alguma reciclagem. No entanto... isto é menos que uma migalha para o longo caminho que há a percorrer! Faltam 5 meses para o final do ano, quero introduzir 5 pequenas outras migalhas, uma por mês:
  • Agosto: sou um desastre com os banhos... Água muito quente, muito tempo no chuveiro. É um valente desperdício... O objetivo é encurtar os banhos e aproveitar o calor para me habituar a água menos quente. Além das vantagens para o ambiente, a minha pele e cabelo ainda agradecem.
  • Setembro: Vender, dar, deitar fora, arrumar, organizar. Este é um trabalho em progresso. Preciso de me livrar de tralha. Todas semanas arrumamos um bocadinho. Já há muitas coisas com destino definido, outras tanto vão a caminho.
  • Outubro: Trocar todas as lâmpadas por lampadas led. A maior parte deste trabalho está, na verdade, feito.
  • Novembro: Garantir uma refeição vegatariana por semana. Excluir a proteína animal uma refeição por semana é simples (e uma coisa que na verdade já fazemos algumas vezes).
  • Dezembro: Comprar e cozinhar com consciência. O mês do Natal é sempre um mês cheio de desperdicio (e eu adoro o Natal). Tenho que me esforçar para que todas as compras sejam feitas com mais consciencia. Qualidade sobre quantidade. Oferecer menos "coisas" e mais experiências.
Estes são, claramente, passinhos de pardal. Mas são realistas e um pequeno investimento para manutenção da nossa qualidade de vida e do planeta que deixamos de herança. Alguém se junta?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Estou mesmo orgulhosa caramba! (ou, a motivação tem um peso tramado)

  Estou mesmo orgulhosa caramba! (ou, a motivação tem um peso tramado)
Imagem via Pinterest

O que diriam se vos falasse de alguém que decidiu voltar a estudar aos 28 anos, que nunca foi um aluno brilhante, que não tinha background na área e iria estar em pós-laboral? Em paralelo, um emprego diurno cheio de dores de cabeça, uma família, uma casa e um filho?

Tinha tudo para correr mal. Correu melhor que qualquer dos meus sonhos mais optimistas. O Tó começou hoje o projecto curricular desta licenciatura e eu estou muito, muito orgulhosa dele (aliás, de nós!). Depois de um investimento de tempo gigante, de muitas noites mal dormidas, de muitos fins-de-semana de trabalho, de muito tempo sozinha (e sozinha com um recém-nascido!), de muito tudo, está a chegar ao fim esta etapa. Não foi sempre fácil, principalmente depois do Duarte nascer. Foi preciso muito esforço (e apoio à nossa volta) para manter a sanidade. Se tivesse sido fácil não teria, com certeza, metade deste sabor doce.

Parabéns a ti. Parabéns a nós. Parabéns aos nossos.

Estou mesmo orgulhosa, caramba!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Não quero criar uma máquina

Não quero criar uma máquina

Enquanto estava grávida pensei algumas vezes sobre o que seria suposto fazer para ser uma boa mãe. O Duarte nasceu e eu fui ganhando confiança e certezas. Acho, pelo menos na maior parte das vezes, que sou a melhor mãe do mundo para ele. A Mãe dele.

O meu problema actual é outro. Enquanto ele é pequenino, parece-me fácil mas... será que serei capaz de o ensinar a ser feliz e o tornar numa pessoa boa. Não há carapaças, e se há um mundo lá fora que tem tantas coisas boas e vale mesmo a pena ser explorado é também verdade que esse mundo é tão GRANDE! Como se aprende (e ensina?) a gerir a enorme quantidade de informação e de mundo que nos chega diariamente?

A informação. Será que algum dia saberei ensinar alguém a lidar com toda aquela informação que nos chega? Começamos logo pelas fontes. A grande parte dos jornais está longe de ser a fonte fidedigna e imparcial de informação, estão cada vez mais comerciais. A internet está cheia de pseudo-estudos cheios de pontas soltas e sem conclusões que provam tudo e mais alguma coisa. A propagação da informação nem sempre é a mais correcta, os blogues não deixam de ser pessoais. 

Há teorias para todos os gostos e feitios e, arrisco, muito pouco bom senso. Há muitas pessoas a achar que só há um caminho correcto. A questão das escolas faz-me muita confusão. Estamos a criar uma geração que passa horas infinitas fechada nas escolas, entre actividades criadas porque os pais que não os podem ir buscar mais cedo, aulas de substituição, dezenas de trabalhos de casa. Parece-me um caminho tão infeliz.

Não sei bem como se ensina a gostar da escola, a gostar de estudar, a saber tomar opções e viver num mundo tão confuso. Não sei como se ensina a ser feliz. Sei que os meus pais foram aconselhados a adiar um ano a minha entrada na escola "porque a professora era muito pouco rígida e quase nunca marcava trabalhos de casa". Sabiamente ignoraram o conselho e eu adorei a escola e a professora. Sei que era muito bom sair às 15h30, e ter muito tempo pela frente. Sei que a escola é muito mais que aprender matemática e português e que é fora das quatro paredes que se aprender a Ser Pessoa. Sei que nunca me senti enjaulada, que apesar de todos os pseudo-problemas de uma criança/adolescente, sempre fui feliz. Odeio o conceito de aulas de substituição sem nexo e quilos de trabalho de casa "para aprender mais".
  
Dizia-me um amigo há uns tempos que nós deveríamos ir viver para outro país, porque "na nossa área, lá fora, seriamos ricos". Não, não é isso que eu quero, tenho a certeza. Adorava ter vivido lá fora uns tempos pela experiência. Deixou de ser um plano depois do Duarte nasceu.  A sociedade está a afastar-nos cada vez mais da comunidade em que sempre vivemos. Sei que há muitas pessoas que não têm alternativa, mas eu tenho. Eu tenho o privilégio de poder deixar o meu filho com os avós, de  saber que esteve a ver a avó a tratar das galinhas e que pede uma tangerina sempre que passa pela árvore. Saber que se sujou, que se deitou no chão e que fez aquela vizinhança um bocadinho mais feliz. Sei que quero mesmo encontrar, quando chegar a hora, uma pré-escola onde ele passe o dia a brincar. Adoro pensar que um dia poderei dar-lhes a opção de sair mais cedo da escola porque há um avô por perto para o ir buscar, para brincar muito. Penso no meu horário para poder entrar mais cedo e sair enquanto há luz para poder estar com ele. 

Não sei bem qual é o caminho, como se ensina tudo isto. Como explicar que até podemos não concordar com as regras mas temos que as seguir, podemos é lutar para muda-las. Que há muitos caminhos certos e outros tantos errados e é preciso escolher, saber ver as boas pessoas, ler as entre-linhas. Não sei bem qual é o caminho, mas penso várias vezes nisto.





sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O tempo entre das viagens

O tempo entre das viagens
Odeio "perder" tempo, esse elemento útil e precioso. Não gosto, não quero, sinto-me sempre angustiada quando acho que estou a desperdiçar momentos de vida. Tenho os meus dias sempre bem planeados e sou até capaz de rosnar se alguém me força a alterar os planos em cima do acontecimento. Se antes, para mim as viagens de comboio ou autocarro eram um verdadeiro desperdício de tempo, agora os transportes públicos parecem-me um pequeno paraíso. Decidi este mês tentar perceber a logística e viabilidade de voltar às viagens de comboio. 

Tempo
Transportes Públicos: Para chegar ao escritório, tenho várias alternativas. A minha preferida implica 5 minutos de carro, 20 minutos de comboio, 10 minutos de metro e uns 25 minutos a caminhar, 1 hora em viagens. 2 horas ao final do dia. 
Carro: O tempo total teórico de uma viagem de carro são 20 minutos. Teórico porque em horas de trânsito e afunilamento a verdade é bem diferente. Num dia normal varia entre 1h / 2h o tempo entre viagens. 
Sai Vencedor: Os transportes públicos. Apesar de mais demorados, o tempo gasto não é desperdiçado (o máximo que consigo fazer ao volante é... ouvir rádio e fazer chamadas!). Posso perder 40minutos por dia de "filho" mas garanto que não há desculpas para todo o tempo que estou com ele ser bem usado!

Logística 
Transportes Públicos: Implica mais jogo de cintura, suporte de bastidores para deixar o Duarte e alterar horários das explicações. Fico também mais "presa" nas minhas incursões aqui e acolá na hora de almoço. Apesar de tudo, organizo muito melhor o meu tempo, chego mais cedo, organizo melhor o tempo e saio (quase) sempre a horas. 
Carro: Não preciso de andar em contra-relógio para sair de casa. Posso voar para casa em caso do Duarte precisar de mim. 
Sai Vencedor: Os transportes públicos. Tenho que me mentalizar que em caso de doença o Duarte tem os avós perto e numa situação extrema há outras soluções para chegar rápido onde for. 

Outros factores 
Transportes Públicos: São mais baratos. Fazem-me ver e encontrar pessoas. Fazem-me caminhar diariamente e respirar o ar lá de fora. São mais ecológicos. Dão-me tempo para organizar o dia, ler ou o que quiser fazer. Não há stresses com trânsito e são até... calmantes! 
Carro: Hum... Está sempre disponível? 
Sai Vencedor: Os transportes públicos, claramente

Hoje é o 13º dia de trabalho este mês, em 13 vim 9 dias de transportes públicos. Não é claramente o número ideal, mas é impossível aderir à ideia dos transportes públicos de forma rígida. Nos dias que vim de carro havia um bebé doente em casa, um noite muito mal dormida e a necessidade de comprar um móvel. Tenho a certeza que é completamente impossível vir um mês completo só de transportes públicos, mas... mesmo que num caso extremo fique mais caro porque duplico os gastos entre passe e carro, vale a pena. Cada eurozinho. O tempo das viagens é tempo para mim, sem um bebé a reclamar atenção, sem não saber por onde começar a organizar coisas, sem tarefas ou burocracias, sem respirar fundo e contar até 10. O tempo em viagens é tempo para parar, para conversar, para ler, para fazer planos, parar organizar ideias ou deixar nascer novas. Faz-me chegar ao trabalho ainda mais bem dispota. Faz-me chegar a casa com mais paciência, com mais vontade e disponibilização para brincar, com as ideias e o tempo já melhor planeado e organizado.

Hoje de manhã saí uma estação atrás. Caminhei mais um bocadinho e decidi tirar fotografias com o telemóvel.  Já disse que adoro o Porto e que é muito bom andar de comboio?

 Pinturas num muro da Avenida de França
 
 As árvores no inverno ficam tão bonitas!
 

 Geometria





quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Se este texto não fizer sentido... perdoem-me.

Se este texto não fizer sentido... perdoem-me.

Agosto passou e com ele as nossas férias grandes. Tão boas que me deixam com um sorriso no rosto ao lembrar. Um dia prometo que faço um video.

Chegou Setembro, dos recomeços e dos contra-relógios. Com ele passaram já dois dias de festa muito felizes, o Duarte chegou ao alto dos seus 11 meses e está tão bonito, tão crescido. Cumpri 5 dos 7 objectivos a que me propus. Não está mau.

Estamos a meio de Setembro. Já? 

Lá por casa descobrimos uma nova formula que simplifca os dias e os sonos. O Duarte já não dorme antes do jantar e passou a adormecer mais fácilmente depois, adormece mais cedo e dorme melhor. Descobrimos Outlander, e fiquei com muita vontade de voltar à Escócia. Li Siddhartha e A Magia das Mães  .Parece-me que todas as mães deviam ler a Constança. Amanhã vou ver o concerto do Zambujo e do Miguel.

Ainda sinto uma espécie de anestesia pós-férias. Não encontramos uma rotina desde que regressamos e as aulas do pai lá de casa estão quase a começar. A casa continua do avesso. As gatas continuam malucas. A Internet continua cheia de textos bonitos que me apetece partilhar. A minha cabeça está cheia de ideias e os dias não crescem.
Há coisas que não mudam. E ainda bem.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Para fazer este (meu) Agosto*

Para fazer este (meu) Agosto*
  • Criar Calendário Partilhado - Já não sou capaz de decorar tudo e estão demasiado frequentes as vezes que sobreponho planos. É hora de começar a pôr isto do papel (ou no ecrã)
  • Limpar o Frigorífico e a Arca - Um frigorífico cheio de marcas, coisas congeladas que já nem sei identificar... Humpf. Temos que nos livrar disto (e começar a identificar o que guardamos)
  • Planear uma festa para o Duarte - Que na verdade será só em Outubro. É preciso, no mínimo, definir pelo menos uma lista do que tenho para fazer e até quando.  
  • Acabar o album de fotografias 2015 - está quase, quase!
  • Arranjar as floreiras - Que estão cheias de plantas mortas... E encontrar forma de não me esquecer delas
  • Ler um livro (que não tenha nada a ver com bebés!) - Já não leio nada que não esteja relacionado com bebés há mais de um ano (oi?). É altura de voltar.
  • Organizar um armário - Tenho 3 bons candidatos. Basta um :)
Para o resto do tempo, ficam os habituais: beijinhos, pés descalços, jogos, pequeno-almoços grandes, amoras, filmes, livros, passeios e muitos, muitos sorrisos.

*ou para quem também quiser.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Um caos em casa ou... 6 coisa para agradecer

Adoro a minha casa mas... estou longe de conseguir que ela esteja tão arrumadinha como gostaria (e o meu "gostaria" é bem mais relaxado do que, por exemplo, o "gostaria" da minha mãe). 
É difícil! Somos óptimos colecionadores de "coisas", temos horários alucinados, um bebé e duas gatas. Ando a tentar fazer algumas melhorias (a fundo!) mas.. no entretanto é necessário ir mantendo a sanidade e continuar a sentir-me bem por cá. Por isso... hoje fiz uma lista para "agradecer" a minha desarrumação:
  • Há sempre muita roupa por lavar - Ok, é porque temos muito para vestir, coisas giras, que nos ficam bem. 
  • A cama nunca está impecavelmente feita - Porque é partilhada. Porque tem um berço juntinho sempre ocupado. Porque a uso quando tento adormecer o Duarte. Porque é o local semi-proibido preferido das gatas. 
  • Brinquedos e "tralha" de bebé por todo o lado - Que bom! Para o Duarte ter coisas diferentes para fazer. É sinal que as nossas brincadeiras não se resumam ao tablet e à televisão. 
  • A cozinha não está sempre bem arrumadinha - Porque há dois cozinheiros amadores cá em casa. Porque há muitas vezes amigos a almoçar/lanchar/jantar por cá. 
  • Há livros a mais, papeis a mais, cadernos a mais - Livros não são a mais. A correspondência vem porque temos uma casa (reciclar!). Os cadernos/dossiers existem porque somos "eternos" estudantes e ainda bem!
  • Pêlo e um sofá semi destruido - É talvez dos pontos o que mais me chateia mas... é o preço que pagamos por doses de mimo extra em versão 4 patas.

A minha casa nunca está impecável. Mesmo com as pequenas melhorias que quero ir "implementando" nunca estará. Mas... a nossa casa tem muita luz, todos os dias se dança e há uma porta sempre aberta. Isto ninguém nos tira! Agora... vou ali arrumar uma gaveta. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sonhos bons.

Por bons (e grandes!) motivos que um dia vos explico (!) tenho andado mais atenta ao blogue (às dicas e ideias) da Mayi Carles. Gosto das ideias, gosto da energia e gosto do bom humor! 

Hoje, em vez típico vídeo das sextas (perdeu-se!) a Mayi postou um conjuto de planos  e sonhos.

Comecei a ler e achei que me identificava com quase todos. Aliás, que os ponho muitas vezes na prática até! E que me fazem sempre bem. E que simplificam muito. E porque são ótimos para ver melhor "o lado bom da Força". E porque ler aqueles sonhos me fez ficar com um sorriso na cara!

Assim, decidi traduzi-los e adapta-los para aqui. Estão só os "meus" 10. No post original encontram mais. E até nos comentários  Divirtam-se. Bom Fim de Semana!
"Eu tenho um sonho... que todos re(comecem) a escrever cartas e postais. Cartas para os amigos. Postas de agradecimento. Postas de boas festas! A comunicação digital é útil. E fácil! Mas qualquer reconhece que existe uma grande diferença entre receber uma mensagem de alguém ou ter uma carta de um amigo no correio.

Eu tenho um sonho... que todos cozinhem do zero. Sem bolos pré-feitos. Sem caixas pré-preparadas. Brincar ao MasterChef. Testar receitas diferentes muitas vezes. Fazer almoços internacionais. E picnics. Celebrar pequenas e grandes coisas com jantares cheios de gente. Por uma razão específica ou sem qualquer razão.

Eu tenho um sonho... que todos comecem a revirar os guarda-roupas. Para encontrar um vestido diferente. Um que não faça parte da roupa do dia-a-dia. Um que as faça sentar maravilhosas. E lindas. E que se gaste alguns minutos a por um creme e um bocadinho de batom. E perfume. Oh la la! 

Eu tenho um sonho... que comecemos a percorrer as nossas casas de patins. Ou descalços. Ou com pantufas de macaquinhos. Renovar um divisão com alguma coisa diferente. Pintar paredes. Decorar com flores frescas do mercado municipal (ou do quinta da mãe!). É terapêutico.

Eu tenho um sonho... que as pessoas deixem de se levar tão a sério. E incluam nas suas listas "to-do" coisas como "dar um high five a um estranho" ou "inventar um  apertos de mão diferente".

Eu tenho um sonho... que todos comecem a criar "vision boards". Com recortes, e cores e palavras que lembrem quem eles são, o que eles querem, como se sentem. Os testemunhos favoritos para lembrar porque eles seguiram por ali. Qualquer coisa que as faça criar. Que as leve a coisas novas e... eleve o bom humor!

Eu tenho um sonho... que todos comecem a ver filmes de animação. E construam fortes com cobertores. E muitas cores. E muita música. E deixem de preocupar-se com coisas que não são problemas. 

Eu tenho um sonho... que todos comecem a usar pantufas fofinhas. Por conforto. Porque são quentinhas. Ou para não fazer barulho a caminhar no pavimento como... os ninjas.

Eu tenho um sonho... que todos comecem a fazer playlists. Para dançar no choveiro. Para momentos romance. Para dominar o mundo. Para quando estão triste. Para serem mais criativas. Para as lembrarem de quando eram crianças. Para qualquer ocasião imaginável.

Eu tenho um sonho... que todos troquem a lista de afazeres no fim de semana por mergulhos e sestas. Começar a dar mais do nosso tempo aos outros. Escapulir-se mais cedo à sexta-feira para mergulhos na piscina. Sorrir. Dizer bom dia a desconhecidos. "
Adaptação do post I Have a Dream, Mayi Carles

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Consegues ser feliz por 100 dias seguidos?

Consegues ser feliz por 100 dias seguidos?

Ouvi falar deste desafio há uns dias. A ideia é simples: no meio da azáfama dos nossos dias, nem sempre Vemos as coisas boas a passar por nós: é preciso tempo para parar, apreciar e... lembrar o que nos faz feliz. E eu, nem sempre paro o tempo necessário. 

A ideia é tirar uma fotografia por dia, sobre... um momento feliz do dia. Um lugar que bonito, uma caixa de morangos, o sofá num dia de chuva... O desafio é pessoal e pode ser registado só para nós. Eu decidi partilhar as minhas no Instagram. No fim, se não der em mais nada, resulta com certeza em 100 fotografias de momentos bons. As fotografias levam a tag #100happydays para podermos partilhar a felicidade.

Um fim de semana... feliz*

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Doce ou Salgados #06 - French Toast

Doce ou Salgados #06 - French Toast

Há séculos que andava para experimentar uma french toast (que não é mais do que uma espécie de rabanada sem açúcar). Entre referências aqui e acolá, Domingo de manhã foi dia de pôr as mãos na massa e fazer um pequeno almoço daqueles booons!

O que é preciso? (para duas pessoas esfomeadas e gulosas!): 6 fatias de pão de pão de forma (ou outros que tenham por casa), 2 ovos, canela, leite e azeite/manteiga (se necessário para fritar).

Mãos ao doce: Bater os ovos num prato de sopa (com espaço para molhar o pão), juntar um pouco de leite e canela a gosto (a canela é um extra à receita original, da próxima vez... acho que ainda adiciono um bocadinho de açúcar!). Passar o pão por este preparado e fritar em manteiga bem quente (usei uma fritadeira de cerâmica e por isso não precisei de gordura) até o pão ficar douradinho (cerca de 1 minuto de cada lado). Servir ainda quentes, com compotas, nutella, mel e, se possível, um beijinho de bons dias.

Bom Apetite! :)

A receita foi adaptada do blogue da Joana Roque. Podem também ver este  "How To" muito útil.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Happy little things

Happy little things

Esta camisola (é liiinndda)
Esta almofada (tenho que por mãos à obra!)
Um filme (para ver e rever e rever) 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Coisas felizes // Happy little things

Coisas felizes // Happy little things

Um video (o que nos faz felizes?) // A video (what makes us happy?)
Dez fotografias felizes (adoro a dos Beatles) // Ten happy photos
Uma música (para ouvir muito alto!) // A song (to listen out  loud!)
Um livro (que se lê com grandes sorrisos) // A sweet book (full of big smiles)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Doces ou Salgados #05 - Sopa de Peixe // Sweet or Salty #05 - Fish Soup

 Doces ou Salgados #05 - Sopa de Peixe // Sweet or Salty #05 - Fish Soup
Eu sou uma excelente definição de "maus hábitos" no que respeita a rotinas saudáveis: não tomo pequeno-almoço, passo a vida a enganar a fome com snacks, bebo pouca água, sou muito sedentária.... Olhando para este panorama, colesterol alto e quilos a mais são consequências mais do óbvias. Não sou capaz de mudar tudo (e eu adoro comer!) mas posso ir fazendo pequenas melhorias (de-va-ga-ri-nho). Setembro tem sido mês de voltar a caminhar/correr e até... já fiz a minha primeira sopa (yeaah!). Alguém é servido?

Regarding to healthy routines, I'm an excellent definition for "bad habits": usually I do not have breakfast, I eat a lot of snacks, I drink too little water, I am a very sedentary person... Looking at this picture, cholesterol and overweight are obvious consequences. I can't change everything (I admit that I love to eat!) but I can make small improvements (s-l-o-w-l-y). September is time to back to walking/running and ... I even made my first soup (yeaah!). Does someone want a little bit?


O que é preciso: 2 batatas grandinhas e 1 cebola (ambas descascadas e cortadas), 1 pimento (sem sementes), 1 tomate maduro, 3 postas de peixe (fiz com garoupa), piripiri, azeite, coentros, pimenta, caldo de marisco e sal.

What you will need
: 2 potatoes, 1 onion, 1 sweet pepper (without seeds), 3 slices of fish (I made it with grouper), chili, olive oil, coriander, pepper and salt.

Mãos ao Salgado (versão Bimby): Colocar no copo as batatas, a cebola, o pimento, o tomate, os coentros (usei um molhinho generoso), o piripiri (bastou meia malagueta), 1L de água e o azeite (usei 50g) e um bocadinho de sal. Na travessa da varoma pôr as postas de peixe temperadas com sal e pimenta. Programar 30min, varoma, velocidade 1. Retirar a varoma, programar 1 min, subir a velocidade progressivamente até 7.

Hands on "Salty" (Thermomix version): Put sliced potatoes, onion, pepper, tomatoe, coriander (I used a small bunch generous), chilli (half chili was enough) on cup. Add 1L of water and olive oil (I used 50g) and a little bit of salt. On Varoma dish, put seasoned fish fillets with salt and pepper. Schedule 30min, Varoma, speed 1. Remove Varoma. Schedule 1 min, speed up gradually until 7.

Mãos ao Salgado (modo tradicional): Cozer o peixe em água temperada com sal e pimenta. Quando cozido, reservar a água. Cozer as batatas, a cebola, o pimento, o tomate, os coentros e o piripiri em cerca de 800ml de água. Adicionar sal e azeite e um pouco da água de cozedura do peixe (200ml). Deixar cozinhar (cerca de 30min). Triturar com a varinha mágica.

Hands on "Salty" (traditional mode): Cook the fish in water seasoned with salt and pepper. When cooked, reserve the water. Cook potatoes, onion, pepper, tomato, coriander and chilli in about 800ml of water. Add salt and olive oil and some of the water from fish (200ml). Cook for about 30min. Grind with immersion blender.
Depois: Retirar a pele e as espinhas do peixe. Juntar ao caldo. Ao servir, juntar coentros e croutons.

Then: Remove fish skin and bones. Add to the broth. On serving moment, add fresh coriander and croutons.
Enjoy!


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sextas cheias de planos #01 - Fridays full of plans #01

Sextas cheias de planos #01 - Fridays full of plans #01
(Fotografias retiradas do links em baixo)

  • Este percurso pedestre - se possível juntar-lhe amigos, um piquenique, alguns mergulhos e geocaching
  • Este livro - cheio de dicas de fotografia e ideias para pôr em prática
  • Esta sangria fresquinha - com muita gente a dizer que vai passar lá em casa no fim de semana - o video do casamento está pronto! - vai saber tão bem
  • Este DIY - tão fácil e com tanto potencial]
Bom fim de semana! 
  • This walking path - if possible with friends, picnic, some dives and geocaching
  • This book - full of photography tips and ideas
  • This fresh sangria - I predict many people at our home this weekend - the wedding video is ready! - to have fresh drinks in the fridge will be good
  • This DIY - so easy and so much potencial 
Have a nive weekend!

Doces ou Salgados #04 - Groselha // Sweet or Salty #04 - Currant Juice

 Doces ou Salgados #04 - Groselha // Sweet or Salty #04 - Currant Juice
No Verão, em casa dos meus sogros (ok, ainda me estou a habituar a este vocabulário pós-casamento), há sempre groselha fresca e pronta a ser servida. E eu, que já não bebia groselha há anos, adoro. É uma bebida fresca, fácil, sempre pronta. Combina com outros sumos e dá espaço para experiências. Desta vez decidi fazer-lhe um upgrade.

In Summer, in my parents-in-law's home, there is always fresh currant juice, ready to be served, and I love it. It's a fresh, easy and always ready drink. It's good with other juices or drinks and give space for some experiments. This time, I decide to make an upgrade.

O que é preciso: 800ml de água, 100ml de xarope groselha, 2 colheres de sopa de Limoncello (fica muuuito levezinho), gelo e folhas de hortelã-pimenta.
Mãos no Doce: Juntar a água com a groselha e o limoncello num jarro alto (se gostarem da groselha mais ou menos doce é só alterar a concentração). Servir com gelo e folhas de hortelã.

What you will need: 800ml of water, 100ml of currant syrup, 2 tablespoons of Limoncello (I made it ligth), ice and some leaves of mint.

Hands on Sweet: Combine the water, currant syrup and limoncello. Serve with ice and mint leaves.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Doces ou Salgados #03 : Gelado de Morango

Os mil planos para o fim de semana resumiram-se a 3: casa cheia, comida boa, praia melhor. E entre os caracóis prontos do Pingo Doce (fácil, é só aquecer, e embora não sejam o melhores são bem bons), a mozarella panada (receita aqui)  e outros "bem bons", o melhor dos dias foi este gelado de morango. Tão bom, tão fresco e tão "fruta" :)

Ingredientes: 1kg de morangos congelados (lavar e arranjar antes de congelar), 1 limão descascado, um clara de ovo, 100g de açúcar, 1 pacote de natas frias, uma lata de leite condensado frio, 1/3 da lata de leite condensado de leite. 

Mãos ao doce: colocar o açúcar na Bimby e programar 15 segundos, velocidade 9 para reduzir a pó o açúcar. Juntar os restantes ingredientes e ir dando uns golpes no turbo para ajudar a triturar. Programar 2min, velocidade 9. Levar ao congelador até atingir consistência pretendida (como nem todos os ingredientes estão congelados, o gelado sai da máquina "em mousse"). Penso que a receita funciona igualmente numa liquidificadora (usar açúcar em pó, neste caso), desde que se preste atenção à capacidade do copo (a receita dá para cerca de 2 litros de gelado).

Para a próxima vou experimentar substituir os morangos por pêssego. Ou por frutos vermelhos. Ou por laranja. Ou...

terça-feira, 2 de julho de 2013

Doces ou Salgados #02: Sorvete de limão

Doces ou Salgados #02: Sorvete de limão


Pois que nós, viemos de Itália com a "doença" dos gelados e granizados caseiros. Pois que no Domingo esteve para lá de muito quente. Pois que então fomos por as mãos... nos limões! :)

Ingredientes: (cerca de) 0,5Kg de gelo, 4 limões (sem casca/parte de branca/pevides), 200g de açucar, 1 clara de ovo.

Mãos ao doce: colocar todos os ingredientes na liquidificadora e triturar na velocidade máxima até obter a consistência necessária (na bimby foram precisos 2 minutos).

Servir em copo, com palhinhas largas.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Doces ou Salgados* #01 : Bolo de Maçã e Canela

Doces ou Salgados* #01 : Bolo de Maçã e Canela
Adoro maçã assada, canela e cozinhas com cheiros saborosos, e adoro bolos quentinhos. E o último domingo foi dia de conseguir isto tudo com um bolo de maçã e canela fácil e muuiiitto bom. A receita foi adaptada daqui.

Ingredientes: 3 maçãs grandes, 3 ovos, 1 chávena de óleo mal cheia 1,5 chávenas de açúcar (se gostarem de bolos muito doces, podem por 2 chávenas), 2 chávenas de farinha com fermento (ou 1 colher de sopa de fermento adicional), 1  colher de sopa (cheia) de canela.


Mãos ao Doce (versão Bimby):  Colocar no copo uma das maçãs já decascada e picar na vel. 5 durante 10 seg. Juntar o açúcar e os ovos e bater 20 seg na vel. 4. Adicionar o óleo, a canela e a farinha e bater mais 30 seg na vel. 4. 

Mãos ao Doce (versão tradicional): Ralar com a varinha mágica uma das maçãs já decascada. Juntar o açúcar e os ovos e mexer bem. Adicionar o óleo, a canela e a farinha e mexer até a massa estar uniforme.

Depois: Fatiar as restantes maçãs e preencher o fundo da forma untada e polvilhada (usei uma de bolo inglês de silicone que não precisa de ser untada) com uma camada da fatias finas sobrepostas. Verter massa até cobrir o fundo as maças do fundo. Voltar a fazer nova camada de maças fatiadas e voltar a cobrir. Repetir o processo até acabar a massa (a última camada deve ser de massa). Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 50min. 

O bolo fica perfeito quando está morno (as maçãs assadas por dentro, e a massa cheia de canela são perfeitas assim).


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Happy Valentine's Day!

Happy Valentine's Day!
Hoje, cá por casa, o pequeno almoço teve cappuccino e panquecas em forma de coração. :)
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