Praga: arquitectura

março 07, 2013 Vera 12 Comments

O frio da rua aliado à preguiça fizeram com que saíssemos sempre mais tarde "de casa" do que o planeado. A maioria dos edifícios abria cedinho e até a pizzaria em frente ao hostel estava aberta antes das 9h. Mas férias são férias e por muito apologista que seja de ver o máximo possível no tempo que lá estivermos "porque para dormir fico em casa", não somos de ferro e a idade pesa (cof, cof).

O segundo dia foi dedicado à "margem de lá" do rio: a cidade velha e a cidade nova.


Um dos tais canais na cidade pequena. Reparem na ponte com os cadeados e nos telhados cheios de neve.
 
Fachadas da Cidade Velha e Cidade Nova vistas da Ponte Carlos. O edifício que se vê ao fundo, com uma espécie de coroa dourada é o Teatro/Ópera Nacional de Praga.

 Gradeamento que proteje um poço. Algures na cidade velha.

Praça da Cidade Velha, Igreja da Nossa Senhora de Týn (uma vez mais, adoro o inglês "Our Lady"). Igreja gótica, com torres diferentes (reparem que uma é mais estreita - Eva - que outra - Adão), chegou a ser durante vários anos uma igreja protestante (de um dos movimentos iniciados em Praga). A Igreja parece não ter entrada. Ouvimos duas explicações para este "problema". Uma das teorias defendia que os católicos checos descontentes com a Igreja Protestante construirem edifícios nos seu limites para a "esconder", a outra explicaba que a igreja era mais pequena e foi sendo aumentada ao longo da história até atingir o máximo dos seu limites.

  Igreja de São Nicolau na Praça da Cidade Velha (não confundir com a Igreja de São Nicolau, na Cidade Pequena, do outro lado do rio).

 Rua da cidade velha. Agora que vejo a fotogrfia que repao que passamos várias vezes pelo museu do chocolate sem reparar.

 Pois que então, o frio era um problema grave. Ora o carapuço do casaco me cortava a visão periférica, ora o tapa orelhas me caía, ora não havia forma de arranjar uma solução ideal.

Diz a Rachelet nos postais de Praga que é impossível não sacar da máquina e desatar a fotografar as maravilhosas fachadas da cidade. Diz ela e eu assino por baixo. As fachadas, os detalhes, as histórias que podemos imaginar para cada edifício. É tudo tão bonito.

 Mais uma praceta algures entre a Praça da Cidade Velha e a Praça Venceslau.

 
Interior da Igreja de Nossa Senhora das Neves. O segredo para não congelar era ir entrando em tudo o que fosse local minimente quente. As Igrejas eram boas soluções (assim como cafés, lojas de souvenires e tuditudi).

Frutos vermelhos em grandes quantidades e bem mais baratos.Aquelas embalagens com mirtilos, morangos, framboesas e outras berries, custavam menso de 2€.


De volta à praça Venceslau e.. a prova de neve, muita neve.
  Os únicos examplares que encontramos, dos músicos de rua que aparentemente enchem a cidade em dias mais quentes.

Café Tramvaj. Um antigo elétrico "atracado" no meio da Praça Venceslau qé agora uma café com excelentes snacks (dizia o LonelyPlanet). Estáva fechado quando lá passamos.


A 19 de Janeiro de 1969 e após a invasão soviética no ano anterior com fim a suprimir as reformas liberalistas conseguidas com a Primavera de Praga, Jan Palach ateou fogo a si próprio em plana avenida Venceslau, como forma de protesto. Um mês depois, Jan Zajíc fez o mesmo. 

Detalhe de um dos edifíciso na Praça Venceslau. 


Outras fachadas da Praça Venceslau
 
"Vamos lá provar a típica comida checa". "Vamos lá". Decimos entrar num restaurantezinho com bom aspecto, na cidade nova e afastado do pico dos turistas, cheio de gente que nos pareciam checos. Pedimos ajuda sobre comida "típica" do sítio. Lombo de porco seco, uma espécie de repolho demasiado avinagrado (e eu gosto de vinagre) e Dumplings (o pão). Diz a minha irmã que os checos acompanham tudo com Dumplings. Valeu-nos efectivamente o pão, qu enão era muito mau, e a cerveja (de fabrico próprio, no caso).
český talíř (que é como quem diz "prato checo").

Um bocadinho afastadas do centro histórica, comeceram a aparecer (muito pontualmente) edifícios menos bem conservados.


Dancing House ou "Fred and Ginger", desenhado por um arquitecto checo e por Frank Gehry dá um toque moderno à Cidade Nova (junto ao rio). Construído nos anos 90, o edíficio moderno é totalmente diferente de tudo o que encontramos na cidade. Mesmo assim, eu acho que encaixa bem.

Uma vez mais, o castelo de Praga, visto do "lado de lá" do Rio (penso que junto à Dancing House)


Algumas fachadas da zona ribeirinha.

A rua Naródni, que começa após a ponte junto à Ópera, divide a cidade velha da cidade nova. 


 Muro de um bar, junto ao Hostel

Já à noite, e por sugestão do staff do hostel, mais uma tour, desta vez sobre os fantasmas de Praga: percorrer a cidade à noite, com uma guia vestida "de morte", com um "kit enforcamento" atrás e ouvir as lendas da cidade.

A nossa guia, "que não conseguiu encontrar um guarda-chuva à altura"

 
Uma das ruelas da cidade (que também faz lembrar o Porto ao meu pai). A mairia dos candeeiros do centro histórico, ainda são a gás (embora obviamento acendidos de forma elétrica e automática).

Vista nº 1001 sobre o Castelo e a Ponte Carlos.

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12 comentários:

  1. Adoroooooooooooo!!
    Tenho muita curiosidade para ir a Praga também! Um dia destes :)

    (não mudo de banco porque tenho vários clientes pelo mundo fora e acho que ainda me vai dar mais trabalho andar a dizer-lhes a todos para alterarem os meus dados... Mas, honestamente, não sei se desta eles se escapam...!)

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    1. Força!! Depois partilha fotos que já tenho saudades.

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  2. Que fotografias lindaaaaaas! Dá imensa vontade de ir lá e ver tudo de perto. Obrigada por partilhares :)

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  3. Ia perguntar-te pelo Fred and Ginger ;)

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    1. Ainda falta a zona do Castelo e a do Bairro Judeu. Estes posts demoram sempre imenso!

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  4. Que lindo! Estou cada vez mais convencida... :)

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    1. E ainda vêm mais a caminho. Entrou directa para o meu top 5 a cidade! :)

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  5. E continuo a deliciar-me com estas belas fotografias :) Beijinhos*

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