sábado, 20 de fevereiro de 2016

Um despertador de 5kgs

Um despertador de 5kgs
Mas Mas O Duarte dorme (relativamente bem) durante a noite. Adormece pouco depois das 21h e só vai acordando para comer. Como e volta a adormecer rapidamente. 

Problema: no máximo às 7h30 avisa que tudo muito bem, mas é hora de brincar! E se até há bem pouco tempo a minha resposta era "oh, anda lá, só mais um bocadinho...", agora tenho desistido de lutar (até porque esta aproximação acabava sempre em choro para ele e frustração para mim). Ele acorda, brincamos, cantamos, dançamos e por volta das 9h ele já está novamente cheio de sono. Aí... eu decido se quero voltar a dormir com ele ou fazer outras coisas (enquanto isto ainda é uma opção).

Ontem, depois do mimo da "madrugada", deixei os rapazes em casa e fui caminhar. Foram pouco mais de 4km (e eu senti que andei uma maratona!) mas souberam-me pela vida. Acho que acabaram os sábados de manhã de preguiça para os próximos anos mas... Chegaram os dias melhor aproveitados!



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Um caos em casa ou... 6 coisa para agradecer

Adoro a minha casa mas... estou longe de conseguir que ela esteja tão arrumadinha como gostaria (e o meu "gostaria" é bem mais relaxado do que, por exemplo, o "gostaria" da minha mãe). 
É difícil! Somos óptimos colecionadores de "coisas", temos horários alucinados, um bebé e duas gatas. Ando a tentar fazer algumas melhorias (a fundo!) mas.. no entretanto é necessário ir mantendo a sanidade e continuar a sentir-me bem por cá. Por isso... hoje fiz uma lista para "agradecer" a minha desarrumação:
  • Há sempre muita roupa por lavar - Ok, é porque temos muito para vestir, coisas giras, que nos ficam bem. 
  • A cama nunca está impecavelmente feita - Porque é partilhada. Porque tem um berço juntinho sempre ocupado. Porque a uso quando tento adormecer o Duarte. Porque é o local semi-proibido preferido das gatas. 
  • Brinquedos e "tralha" de bebé por todo o lado - Que bom! Para o Duarte ter coisas diferentes para fazer. É sinal que as nossas brincadeiras não se resumam ao tablet e à televisão. 
  • A cozinha não está sempre bem arrumadinha - Porque há dois cozinheiros amadores cá em casa. Porque há muitas vezes amigos a almoçar/lanchar/jantar por cá. 
  • Há livros a mais, papeis a mais, cadernos a mais - Livros não são a mais. A correspondência vem porque temos uma casa (reciclar!). Os cadernos/dossiers existem porque somos "eternos" estudantes e ainda bem!
  • Pêlo e um sofá semi destruido - É talvez dos pontos o que mais me chateia mas... é o preço que pagamos por doses de mimo extra em versão 4 patas.

A minha casa nunca está impecável. Mesmo com as pequenas melhorias que quero ir "implementando" nunca estará. Mas... a nossa casa tem muita luz, todos os dias se dança e há uma porta sempre aberta. Isto ninguém nos tira! Agora... vou ali arrumar uma gaveta. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uiii, agora é que vão ser elas

uii, agora é que vão ser elas, vais para o secundário e as coisas vão ser a sério.
uii, acabaste a faculdade, agora é que acabou a boa vida!
uii, uma casa? Vão ser só responsabilidade! Estão tramados.
uii, um bebé? Os primeios x meses/anos são impossíveis.

(Suspiro!)

Demorei um bocadinho a adaptar à mudança de escola mas adorei os meus anos de secundário. Acabou a faculdade e apesar das saudades que tenho de "viver para estudar" pude finalmente viajar, pagar as minhas contas, comprar a nossa casa. A casa? Não dando um passo maior que a perna, ela está aqui e não nos impede de viver.

Quatro meses depois do Duarte nascer, posso afirmar com toda certeza: há alturas complicadas, claro, mas tem sido tudo muito bom. Não deixamos de estar com os nossos amigos: ajustamos horários. Não deixamos de estar só os dois de vez em quando: tão bom ter avós por perto. A nossa casa está (ainda) mais caótica but who cares? A vida tornou-se sem dúvida mais divertida.

Venham os próximos desafios.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sim, tenho o filho mais giro do mundo e não o quero mostrar a ninguém*

Quando estamos apaixonados é difícil não querer gritar ao mundo o quão feliz e encantados estamos. Irradiamos alegria, o mundo parece-nos um local perfeito e achamos que todos se sentirão radiantes com a nossa felicidade.

Eu estou apaixonada pelo meu filho, perdidamente. Acho-o tão bonito, tão fofinho, tão perfeito que é para mim muito difícil não querer encher a internet de fotografias deliciosas dele. Partilhar as expressões, as caretas, aquele olhar fabuloso.

Mas depois... há o outro lado. Primeiro, o pai é totalmente contra o que, por si só basta para ter a decisão tomada. Mas mesmo que não fosse este o caso eu tenho as minhas dúvidas... será que um dia ele vai gostar que eu tenha colocado online fotos com o rosto dele? Como posso avisá-lo quanto a alguns perigos da internet, impedi-lo de publicar informação privada enquanto ele não a souber gerir se eu própria tomei essa decisão por ele? E se me descuidar e partilhar informações que o comprometem? E mesmo que conheça toda a gente que tenho no Facebook, há lá tanta gente que não vejo há tantos anos... Confiarei nelas? Há demasiadas questões em aberto para que ache que faça sentido partilhar fotografias do Duarte "em canais abertos".

É também verdade que eu adoro acompanhar os filhos dos meus amigos, como crescem, como estão bonitos. É aqui que as redes sociais dão um jeitaço. Aquelas pequenas coisas que não fazem sentido partilhar a não ser que estejamos diariamente com alguém ficam disponíveis online e aproximam-nos um bocadinho. E eu, que não gosto de pensar no quão obscuras podem ser as pessoas que estão do outro lado de um ecrã, fico sempre com um ligeiro desconforto, a pensar se não estaremos a exagerar nesta decisão...

Ambiguidades à parte, por agora as fotografias do Duarte serão apenas partilhadas nos grupos e conversas privadas. Por aqui e pelo facebook quero só fotografias bonitas mas "iguais a todas as fotos de um bebé". Afinal... tenho um filho lindo de morrer (cof, cof), mas garanto-vos que ao vivo é que ele é mesmo espetacular.

(Um artigo interessante sobre o tema aqui, no The Guardian).

*eu pelo menos acho que sim!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Coisas estranhas que se fazem depois de ter um bebé #01

Estar com o bebé aborrecido no carro. Um bebé que gosta que o carro esteja em movimento e que está cheio de sono. A passagem de nível está fechada. Eu aproximo-me muito devagar. Continua fechada. Ele começa a choramingar. Eu faço marcha-atrás muito devagar e volto a andar em frente. Continua fechada. Eu volto a fazer marcha-atrás... ... ...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Aos três meses...

Querido Duarte*,

Passaram três meses desde o dia em que te conhecemos. Três meses de descobertas diárias, de novos medos e novas conquistas, de muito amor. Três meses de uma nova e incrível sensação de família. 

Sinto-me dividida. Há uma parte de mim que não quer que cresças não rápido (e tão rápido tu cresces!). Quero que gostes sempre de te aninhar neste colo, que seja eu e o pai os teus portos de abrigo, quero fazer festinhas infinitas na tua pele macia, sentir o teu cheiro depois do banho, quero sentir-te sempre nosso... Mas há outra parte: a que te quer mostrar o mundo. Estou ansiosa por ouvir as tuas primeiras palavras, por ver o olhar da bisavó quando lhe deres o primeiro beijinho, para irmos cheirar a maresia ao Sábado de manhã, para juntos ouvirmos o Rui Veloso cantar sobre a cidade mais bonita, por te ensinar a gostar o mundo que os livros escondem, por te aguçar a curiosidade pelas cidades bonitas do nosso país e do nosso mundo, para te mostrar como é mais saborosa a fruta que colhemos das árvores, para jogar contigo, sentados no chão, com o frio de Bragança lá fora e o quentinho da lareira só para nós... Quero tanto mostrar-te o mundo!

Querido Duarte, chegaste à três meses e encheste os nossos dias com ainda mais cor. Estamos mais completos, mais felizes. Obrigada por nos deixares saborear a vida ao teu lado.

*escrito a 13/Jan/2016 e guardado algures no meu telemóvel...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A preto e branco

A preto e branco

A estrutura do olho do bebé não está totalmente desenvolvida ao nascer e vai "amadurecendo" durante todo o primeiro ano de vida. Assim, as cores pastel e fofinhas que associamos aos recém-nascidos são na verdade pouco atrativas para eles! A regra é simples: quanto mais contraste, melhor. 
Assim, o livro preferido do Duarte no alto dos seus três meses é totalmente a preto e branco e está cheio de animais. A capa tem relevo e algumas páginas têm recortes no cartão o que futuramente permitirá mais interação. As páginas não têm história mas sempre que lemos juntos invento algum conto e faço os sons dos animais. Além de gostar de olhar fixamente para as imagens o bebé gosta de nos ouvir falar com diferentes entoações.

Dado o sucesso deste livro (Os meus animais, Texto Editores) procurei mais da coleção em português mas sem sucesso. No entanto, a internet está cheia de boas opções dentro do género e o "Black and White" da Amazing Baby está a caminho desta casa.

Fica a sugestão, boas leituras!

sábado, 23 de janeiro de 2016

9 + 3

Contas feitas. 9 meses de Duarte dentro, 3 meses de Duarte fora. Mais coisa menos coisa. A volta não é de 180 graus, mas é grande, muito grande e... incrivelmente deliciosa.

Pelo meio, deixei muitas coisas para segundo plano. Preciso de acordar o meu cérebro e transformar amor em palavras, fotografias. Janeiro está quase a acabar e eu pouco fiz. Escrever ajuda-me a fazer! Então... mãos à obra! :)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Tic tac tic: faltam 120 minutos para a última semana de férias sem filhos*

A duas horas das últimas férias "grandes" a dois os meus planos resumem-se a:
  • dormir
  • namorar
  • dormir
  • cozinhar e comer
  • dormir
  • boiar 
  • dormir
  • caminhar um bocadinho
  • dormir
  • ler
  • dormir
  • ver alguns filmes/séries dos que exigem pouco cérebro
  • dormir
  • desligar o despertado e fingir que nem sei do que se trata
  • dormir
  • apanhar amoras
  • dormir
  • procurar constelações no céu
  • dormir
Parece-me bastante bem.

*eu continuo a achar que depois do bebé nascer vai ser possível algumas escapadelas  a dois (e espero que consiga soltar-me cedo!), mas as férias de Verão, essas... vão passar a ser "a muitos" por muito tempo. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Perguntam-me o que é se faz por lá.

Muitas vezes, quando digo que vou passar uns dias a Bragança, ouço a pergunta "Mas que raio se faz por lá? Deve ser mesmo chato, não ter nada para fazer..."

Não percebo a pergunta, principalmente porque quando vem, na grande maioria das vezes, é pessoas que adoram férias de praia, "sem nada para fazer" (nada contra).

Pois então... eu explico o porquê de gostar tanto de fugir para o cantinho do nosso país:
  • A viagem até lá dura pouco mais de 2h (o que a torna perfeita para fins de semana calmos);
  • O centro histórico da cidade é muito simpático e tem várias coisas para descobrir: um castelo, igrejas e centenas de anos de História para conhecer;
  • A par do Alentejo é, para mim, o sítio onde melhor se come em Portugal;
  • A temperatura máxima média em Julho e Agosto ronda os 30º, por isso encontrar o Calor não é um problema. O frio também não, e com sorte no Inverno é possível ver nevar.
  • Amoras silvestres no Verão, nozes no Inverno (ambas, literalmente, "aos molhos"). 
  • Pouca gente. Não sendo um destino típico para turismo (e se excluirmos algum o acréscimo de emigrantes em Agosto) conseguimos facilmente fugir de multidões;
  • Uma hora até à Sanabria ou Zamora. Duas até Salamanca ou Léon;
  • O Parque Natural de Montesinho, cheio de trilhos, atividades e sítios giros para conhecer;
  • Inúmeros sítios pequeninos perto para conhecer: aldeias, rios e lagos, piscinas naturais;
  • As lareiras a arder no Inverno, a piscina no Verão;
  • As refeições cozinhadas no fogão a lenha com o frio, os churrasco no pátio todo o ano;
  • O silêncio;
  • Estar longe da confusão mas ter tudo muito pertinho;
  • Os queijos e enchidos;
  • O resto. As pessoas. O ar puro. Poder ir apanhar as frutas que estão nas árvores. Ter espaço fora de casa, ver árvores a crescer de cada vez que lá voltamos. As melhorias que se vão fazendo em casa. Os projetos que aparecem. Os gatos que são de todos, os pássaros e o grilos a cantar ali ao lado, e até o ouatos que são de todos, os pássaros e o grilos a cantar ali ao lado, e até o ouriço que já lá vimos passar. As estrelas que não são ofuscadas, a vista desafogada até Espanha. O tempo para ler. A falta de vontade de pegar nas tecnologias (que apesar de tudo eu levo sempre atrás...). 
Eu gosto destas férias. Não são o único tipo de férias que eu gosto mas para nós parecem-nos perfeitas. As viagens de avião são geralmente bem mais baratas nos meses mais frio (e mesmo o alojamento) por isso, conhecer sítios novos pode ficar para a época baixa. A minha cidade preferida fica a 20Km de casa, e tenho a sorte de a ver todos os dias de trabalho. A praia está ao fundo da rua, e sempre com alguém conhecido por perto. Por isso, as nossas férias grandes (e algumas escapadinhas curtas) ficarão sempre reservadas para esta calmaria. Não se preocupem que por lá não se morrerá de tédio. :)

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