quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A Sala com Espaço Para Todos e o (meu) Cantinho da Leitura

A Sala com Espaço Para Todos e o (meu) Cantinho da Leitura
Sempre sonhei ter um cantinho todo pintas para ler.

Agora que faz parte dos planos alterar a sala, faz sentido criar um espaço para cada um de nós e eu.. vou ter o meu sofá para as leituras e... os sonhos (sim, vou parecer a avozinha!) :)













As flores, os candeeiros bonitos, a poltrona amarela... Hum!

O projecto já está em marcha mas ainda longe de concluído. Mas está a ganhar forma (pelo menos cá dentro!) e talvez no final de Feveiro já seja capaz de mostrar qualquer coisinha!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Por Um 2017 Cheio de Objetivos Cumpridos :)

Por Um 2017 Cheio de Objetivos Cumpridos :)

Não, não é uma lista qualquer. É a minha lista de intenções (o termo "resoluções" tem um peso um bocado grande...) para 2017.

Conseguir
  • Ler 6 livros (puericultura não conta). Incluir o Memorial do Convento na lista
  • Correr 5km seguidos
  • Começar a trabalhar cedo
  • Decorar a minha sala (subentende restaurar um móvel e pintar uma parede!)
  • Poupar mais
  • Não estar com o telemóvel à mesa nem quando estou a brincar com o Duarte
  • Imprimir um álbum de fotografias de 2016
  • Fazer uma parede de fotos para o corredor
  • Enviar Postais
  • Planear o Natal com tempo
  • Voltar aos transportes públicos
  • Voltar ao Pilates
  • Organizar o escritório
  • Passar um fim de semana só com o Tó
  • Aprender alguma coisa nova
  • Escrever aqui, no mínimo, semanalmente!

Experimentar
  • Andar de avião com o Duarte
  • Comida moçambicana
  • Escrever uma carta para mim (a ler daqui a uns anos)
  • Cozinhar com o Duarte
  • Visitar um sítio novo
  • Cortes de Vinil com a silhouette
  • Fazer uma página de um livro "sensorial"
  • Doar algo ao IPO

Deixar de....
  • Ser desorganizada.
  • Ter armários de roupa em estado VERGONHOSO
  • Abandonar as agendas antes do fim de Janeiro
  • Beber pouca água

Por agora... Todos os objectivos parecem possívels. E uma lista realista após o primeiro mês do ano parece ser muito promissor. :) 


Objetivos
Imagem Mr. Wonderful, disponível para download aqui

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O tempo entre das viagens

O tempo entre das viagens
Odeio "perder" tempo, esse elemento útil e precioso. Não gosto, não quero, sinto-me sempre angustiada quando acho que estou a desperdiçar momentos de vida. Tenho os meus dias sempre bem planeados e sou até capaz de rosnar se alguém me força a alterar os planos em cima do acontecimento. Se antes, para mim as viagens de comboio ou autocarro eram um verdadeiro desperdício de tempo, agora os transportes públicos parecem-me um pequeno paraíso. Decidi este mês tentar perceber a logística e viabilidade de voltar às viagens de comboio. 

Tempo
Transportes Públicos: Para chegar ao escritório, tenho várias alternativas. A minha preferida implica 5 minutos de carro, 20 minutos de comboio, 10 minutos de metro e uns 25 minutos a caminhar, 1 hora em viagens. 2 horas ao final do dia. 
Carro: O tempo total teórico de uma viagem de carro são 20 minutos. Teórico porque em horas de trânsito e afunilamento a verdade é bem diferente. Num dia normal varia entre 1h / 2h o tempo entre viagens. 
Sai Vencedor: Os transportes públicos. Apesar de mais demorados, o tempo gasto não é desperdiçado (o máximo que consigo fazer ao volante é... ouvir rádio e fazer chamadas!). Posso perder 40minutos por dia de "filho" mas garanto que não há desculpas para todo o tempo que estou com ele ser bem usado!

Logística 
Transportes Públicos: Implica mais jogo de cintura, suporte de bastidores para deixar o Duarte e alterar horários das explicações. Fico também mais "presa" nas minhas incursões aqui e acolá na hora de almoço. Apesar de tudo, organizo muito melhor o meu tempo, chego mais cedo, organizo melhor o tempo e saio (quase) sempre a horas. 
Carro: Não preciso de andar em contra-relógio para sair de casa. Posso voar para casa em caso do Duarte precisar de mim. 
Sai Vencedor: Os transportes públicos. Tenho que me mentalizar que em caso de doença o Duarte tem os avós perto e numa situação extrema há outras soluções para chegar rápido onde for. 

Outros factores 
Transportes Públicos: São mais baratos. Fazem-me ver e encontrar pessoas. Fazem-me caminhar diariamente e respirar o ar lá de fora. São mais ecológicos. Dão-me tempo para organizar o dia, ler ou o que quiser fazer. Não há stresses com trânsito e são até... calmantes! 
Carro: Hum... Está sempre disponível? 
Sai Vencedor: Os transportes públicos, claramente

Hoje é o 13º dia de trabalho este mês, em 13 vim 9 dias de transportes públicos. Não é claramente o número ideal, mas é impossível aderir à ideia dos transportes públicos de forma rígida. Nos dias que vim de carro havia um bebé doente em casa, um noite muito mal dormida e a necessidade de comprar um móvel. Tenho a certeza que é completamente impossível vir um mês completo só de transportes públicos, mas... mesmo que num caso extremo fique mais caro porque duplico os gastos entre passe e carro, vale a pena. Cada eurozinho. O tempo das viagens é tempo para mim, sem um bebé a reclamar atenção, sem não saber por onde começar a organizar coisas, sem tarefas ou burocracias, sem respirar fundo e contar até 10. O tempo em viagens é tempo para parar, para conversar, para ler, para fazer planos, parar organizar ideias ou deixar nascer novas. Faz-me chegar ao trabalho ainda mais bem dispota. Faz-me chegar a casa com mais paciência, com mais vontade e disponibilização para brincar, com as ideias e o tempo já melhor planeado e organizado.

Hoje de manhã saí uma estação atrás. Caminhei mais um bocadinho e decidi tirar fotografias com o telemóvel.  Já disse que adoro o Porto e que é muito bom andar de comboio?

 Pinturas num muro da Avenida de França
 
 As árvores no inverno ficam tão bonitas!
 

 Geometria





quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

8 sugestões para incentivar o gosto pelos livros

8 sugestões para incentivar o gosto pelos livros

Sempre gostei de livros. Os livros são mágicos, são especiais, mostram o mundo de outras perspectivas, são uma óptima companhia. 

Gosto de livros cheios de letras ou cheios de imagens, grande ou pequenos, de fantasia ou técnicos. Gosto até de livros maus! Disse há uns anos que, se um filho meu não gostasse de livros o deserdaria! Na verdade... agora à luz dos anos e com muito mais minutos dedicados a perceber o mundo do ponto de vista de uma criança, acho que o "culto" dos livros não é propriamente um gosto genético, é um prazer adquirido. Podemos ter mais ou menos propensão para gostar de actividades paradas e manter-nos na mesma coisa durante séculos (eu era assim, o Duarte não é assim), mas... independentemente da personalidade de cada um, há muito que se pode fazer para incentivar uma criança a gostar de livros. 

1. Dar o exemplo - As crianças são verdadeiras esponjas do ambiente que as rodeia. Isto serve para tudo, claro. Ver os pais e os que o rodeiam a ler, ver entusiasmo nos livros.
2. Ter livros à disposição - Sempre gostei de livros infantis (há histórias mesmo bonitas e as ilustrações... ai as ilustrações!) e tenho vários. No entanto... não são os livros que se adaptem a um bebé de 1 ano. São livros bonitos mas frágeis. As histórias ainda não se adequam à idade e não o deixo explorar o livro sem ter 20 olhos em cima... Por isso estes livros não são interessantes para ele: poder explorar os livros é uma necessidade para o meu bebé (e tantos outros!): virar páginas, apontar figuras, sentir a textura. Estes livros, DELE, estão estão num cantinho próprio sempre perto dos outros brinquedos. Há também lugar para os livros dele na estante grande e lugar para eles no quarto dele (e para ler por lá).
3. Adaptar os livros à criança - Para esta fase, apostamos em livros de cartão, com texturas diferentes nas páginas, com janelinhas para abrir e fechar, com sons... Muitos com animais, alguns com frutas (as paixões do momento). Os primeiros livros apostavam forte no contraste, eram mais maleáveis, tinham espelhos...
4. Livros desde sempre - Neste altura, gostava de incluir a leitura na rotina da hora de dormir. No entanto, os nossos horários malucos e o facto de estar muitas vezes sozinha com o Duarte à noite fizeram com que dificilmente fosse possível incluir essa passo na rotina. No entanto, os livros sempre foram estando presentes. Há livros para o banho, livros no carro, livros nos avós... A hora da história antes de dormir espero conseguir instalar durante este ano.
5. Ler com ele - Os livros não devem ser mais um brinquedo que está na estante. Para que possam ser correctamente explorados é importante ter também a nossa ajuda. Quando vejo interesse num livro e estou por ali tento explorar com ele. É mesmo muito giro.
6. Visitas à Biblioteca - A biblioteca local tem um espaço muito giro para bebés. Uma área protegida, cheia de brinquedos para serem explorados. Há também actividades dedicadas à leitura como "A Hora do Conto". Fomos uma vez e foi um sucesso (mesmo com um Duarte cheio de sono!)
7. Livros não são castigo - Nunca, nunca, nunca associar o livro a uma experiência negativa.
8. Permitir a escolha - Oferecer várias opções, deixar escolher o livro que vamos ler. Lá por casa, os animais e frutos são os preferidos do momento.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Um brinde aos recomeços

Um brinde aos recomeços
Gosto de novos anos. Na verdade... Gosto de recomeços, cadernos vazios, esperança renovada, força de vontade. Tenho vários novos anos. O início de Janeiro, os meus anos, o início de Setembro.

Este Janeiro sinto-me particularmente motivada a pôr mãos na massa. Talvez o meu corpo se tenha habituado que nunca mais vai dormir noites 100% tranquilas. Talvez porque 2016 tenha sido um ano muito bom e por eu acreditar que 2017 será ainda melhor.

Sinto-me com os pulmões cheios de ar. Em 2016 quero melhorar hábitos poucos saudáveis, quero aprender e fazer coisas novas, quero melhorar a minha casa, ler e escrever mais, conhecer sítios novos. Tenho várias listas escritas com inteções (realistas) para este ano.

E depois... quero tudo o resto. O Tempo, o sacana do tempo e da vontade. Para continuar a conhecer o Duarte. Para brincar no chão, para passear. Para gerir noites mal dormidas. Para ouvir "mamamamamamamãs" vezes sem conta. Para ter paciência (muita paciência) para repetir "não" vezes sem fim. Para fingir criança. Para namorar os meus rapazes. Para muitos momentos a dois ou a três ou "a muitos".

2017 promete ser desafiante e trabalhoso mas... promete igualmente ser um ano bom. Venha ele. 

Feliz Ano novo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

366 dias depois

366 dias depois


Querido Duarte,

Há um ano atrás, adormecia meio aborrecida porque achava que, apesar de estar a completar as 40semanas, tu ainda irias demorar a chegar. Não que me estivesse a incomodar (obrigado filho, foste um inquilino muito amoroso!) mas já me andavam a "ameaçar" com o tempo.

Nasceste quando sentiste que era a hora de veres o mundo, sem grandes ansiedades ou avisos, num parto que eu só posso descrever como "muito a nossa cara" se é que tal expressão se pode aplicar ao momento. Não me apaixonei por ti à primeira vista. Acho que estava mais preocupada em certificar-me que estavas mesmo bem. A tua expressão dizia que talvez não tivesse sido boa ideia seres tão curioso... Mas depois, os minutos passaram, deixaram-nos aos 3 sozinhos. A ansiedade e a expectativa começaram a dar lugar a um formigueiro. Não conseguíamos tirar os olhos de ti. Nem sequer queríamos! Ali estavas tu, metade mãe, metade pai, a única prova impossível de apagar deste nosso amor. Os 3 assustados, os 3 seguros, os 3 afinal, naturalmente capazes.

Gostamos de muita coisa este ano. A forma como passamos a adorar as palavras Pai, Mãe, Filho. A paixão arrebatadora e instintiva que temos por ti e que abala todas as nossas antigas certezas. As gargalhadas que enchem os nossos corações nos dias mais difíceis. A tua curiosidade pelo mundo. A forma como olhas atento para todas as coisas que te mostramos. Dia após dia, hora após hora, no último ano o nosso coração cresceu mais um bocadinho para ter espaço para tudo o que sentimos por ti. És bonito, simpático, curioso, feliz. És tão perfeito! Gostamos tanto de ser os teus pais!

Passou um ano e é inevitável pensar no teu futuro. Não sei como serás mas queremos muito ensinar-te o que acreditamos que te ajudará a ser feliz. Quero que percebas a importância do amor. Por nós, pelos nossos, pelo "outro" ou pela pessoa que um dia te fará sentir borboletas na barriga. Queremos ajudar-te a não ter medo, a não desistir, a ter paciência, a cair, a levantar-te, a desenrascar. Queremos mostrar-te que é bom ser curioso, que o mundo e a vida podem ser por vezes escuros mas no final há sempre luz e cor. Queremos que percebas o quanto é importante ter um espirito crítico, pensar por ti, lutar pelo que acreditas. Queremos te ensinar a apreciar. O mar, o tempo com os que amas, os livros, o sol, os sonhos, os abraços, a música, a fruta que apanhamos da árvore, os lugares bonitos e os outros também, o calor da lareira quando há gelo lá fora, os pés descalsos.

Passou um ano e há muito que festejar. Foi o ano mais bonito e mais colorido das nossas vidas porque tu chegaste, cheio de sorrisos bons. Que venham muitos mais.

Obrigada por nos deixares de coração cheio por sermos teus pais.

Um beijinho

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Se este texto não fizer sentido... perdoem-me.

Se este texto não fizer sentido... perdoem-me.

Agosto passou e com ele as nossas férias grandes. Tão boas que me deixam com um sorriso no rosto ao lembrar. Um dia prometo que faço um video.

Chegou Setembro, dos recomeços e dos contra-relógios. Com ele passaram já dois dias de festa muito felizes, o Duarte chegou ao alto dos seus 11 meses e está tão bonito, tão crescido. Cumpri 5 dos 7 objectivos a que me propus. Não está mau.

Estamos a meio de Setembro. Já? 

Lá por casa descobrimos uma nova formula que simplifca os dias e os sonos. O Duarte já não dorme antes do jantar e passou a adormecer mais fácilmente depois, adormece mais cedo e dorme melhor. Descobrimos Outlander, e fiquei com muita vontade de voltar à Escócia. Li Siddhartha e A Magia das Mães  .Parece-me que todas as mães deviam ler a Constança. Amanhã vou ver o concerto do Zambujo e do Miguel.

Ainda sinto uma espécie de anestesia pós-férias. Não encontramos uma rotina desde que regressamos e as aulas do pai lá de casa estão quase a começar. A casa continua do avesso. As gatas continuam malucas. A Internet continua cheia de textos bonitos que me apetece partilhar. A minha cabeça está cheia de ideias e os dias não crescem.
Há coisas que não mudam. E ainda bem.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Para fazer este (meu) Agosto*

Para fazer este (meu) Agosto*
  • Criar Calendário Partilhado - Já não sou capaz de decorar tudo e estão demasiado frequentes as vezes que sobreponho planos. É hora de começar a pôr isto do papel (ou no ecrã)
  • Limpar o Frigorífico e a Arca - Um frigorífico cheio de marcas, coisas congeladas que já nem sei identificar... Humpf. Temos que nos livrar disto (e começar a identificar o que guardamos)
  • Planear uma festa para o Duarte - Que na verdade será só em Outubro. É preciso, no mínimo, definir pelo menos uma lista do que tenho para fazer e até quando.  
  • Acabar o album de fotografias 2015 - está quase, quase!
  • Arranjar as floreiras - Que estão cheias de plantas mortas... E encontrar forma de não me esquecer delas
  • Ler um livro (que não tenha nada a ver com bebés!) - Já não leio nada que não esteja relacionado com bebés há mais de um ano (oi?). É altura de voltar.
  • Organizar um armário - Tenho 3 bons candidatos. Basta um :)
Para o resto do tempo, ficam os habituais: beijinhos, pés descalços, jogos, pequeno-almoços grandes, amoras, filmes, livros, passeios e muitos, muitos sorrisos.

*ou para quem também quiser.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Sabemos que a sociedade está a mudar (e para melhor) quando...

Sabemos que a sociedade está a mudar (e para melhor) quando...

...a Nacional faz este fabuloso anúncio e não há ninguém a sentir-se indignado. 

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